A 4 dias do 2º turno, Quaest mostrará o que eleitores buscam no próximo presidente
A pesquisa Quaest que será divulgada na quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno, vai além da intenção de voto na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, com 2.154 entrevistas, também pretende identificar o que os eleitores buscam no próximo presidente e quais temas consideram prioritários.
Na rodada anterior, divulgada em 14 de outubro, Flávio aparecia numericamente à frente, com 46% ante 44% de Lula. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estavam tecnicamente empatados.
O novo levantamento questionará os entrevistados sobre qual será o principal desafio do presidente eleito. Em outra pergunta, serão apresentadas características em duplas, para que o eleitor indique qual tema tem maior peso no perfil do próximo ocupante do cargo. Entre as opções estão "propõe mudança ou oferece estabilidade", "defende mais benefícios sociais ou menos impostos" e "tenha relação mais próxima com os Estados Unidos ou com a China". A pesquisa também perguntará o que os eleitores mais esperam que melhore em suas vidas como consequência da eleição, com alternativas como "me sentir livre para expressar minha opinião" e "ter condições de moradia mais digna".
Para medir o grau de mudança de voto entre o primeiro e o segundo turno, a Quaest apresentará uma lista de notícias ocorridas no último mês e perguntará se algum desses fatos influenciou a nova escolha. Entre os temas estão o aumento do Bolsa Família, as medidas do governo para proibir as bets, a defesa do fim da escala 6x1, o envolvimento político com Daniel Vorcaro, as denúncias sobre o Supremo Tribunal Federal no caso do Banco Master e notícias envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
O levantamento voltará a medir a rejeição a Lula e a Flávio Bolsonaro e perguntará qual resultado nas urnas em 25 de outubro traz mais medo e insegurança: a reeleição de Lula ou o retorno da família Bolsonaro ao poder. Na rodada anterior, as duas opções receberam o mesmo percentual, 43%. A pesquisa também abordará o grau de envolvimento dos eleitores nas campanhas e a recepção à propaganda política dos dois candidatos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08535/2026, com margem de erro estimada em dois pontos percentuais.
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