A lição que CEO da Microsoft aprendeu após ficar em silêncio diante de Bill Gates
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, relembrou uma reunião ocorrida por volta de 2008 ou 2009, convocada pelo então presidente do conselho, Bill Gates, para avaliar uma possível aquisição envolvendo uma equipe que trabalhava com armazenamento paralelo de dados. Na época, Nadella liderava a divisão de buscas da empresa e considerava que a operação não fazia sentido.
Em entrevista ao podcast Confessions With Ali Partovi, em episódio divulgado nesta semana, ele afirmou que, em vez de questionar a proposta, passou pela reunião sem expor suas preocupações. "Olhei para aquilo e pensei: 'Arquitetonicamente, isso era completamente absurdo comprar naquele momento'", disse. "Isso me assombra, pensar que posso estar em uma reunião na qual alguém enxerga o futuro muito mais claramente do que eu e do que a pessoa que está apresentando, mas não defende sua visão. E foi exatamente isso que eu fiz."
Ele saiu do encontro com a impressão de que havia sido uma "perda de tempo". Em retrospecto, a experiência se tornou um lembrete de como é fácil permanecer em silêncio em vez de desafiar uma decisão, mesmo quando se acredita que falar pode levar a um resultado melhor.
Nadella admitiu que discordar abertamente pode ser difícil em qualquer empresa, especialmente em uma organização do porte da Microsoft. Uma conversa com o então CEO da companhia, Steve Ballmer, ajudou a moldar sua visão de liderança: os funcionários devem pensar além de suas responsabilidades individuais e adotar uma mentalidade de dono, considerando o que é melhor para a empresa como um todo. "A vida não deve ser vivida de forma tão transacional", disse. "Porque, no fim das contas, todos nós morremos, e ninguém vai olhar para um balanço patrimonial ou uma demonstração de resultados. A pergunta será: 'Como você viveu sua vida?'"
Segundo Nadella, a chave é aprender a defender o resultado correto sem colocar outras pessoas na defensiva. Agora à frente da gigante de US$ 4 trilhões, ele diz tentar construir uma cultura na qual os funcionários se sintam à vontade para se manifestar. "Criar um ambiente em que alguém pense: 'Quero sempre buscar o melhor resultado possível', e fazer disso uma norma cultural é algo muito difícil de orquestrar."
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Por Redação