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Alcolumbre tenta aprovar fim da escala 6×1 para manter presidência do Senado

Atualizado em 13/10/2026 às 15:35 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem acelerado a articulação para aprovar a PEC que põe fim à escala de trabalho 6x1. Segundo a reportagem, a movimentação faz parte de uma estratégia para garantir sua reeleição ao comando da Casa em 2027, em um cenário de pressão pelo crescimento da bancada do PL e de derrotas políticas em seu reduto eleitoral, o Amapá.

Alcolumbre enxerga na proposta que extingue a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso uma oportunidade política. Ao pautar um tema com apelo popular e de interesse do governo Lula, ele espera conquistar o apoio do PT e de outras siglas de centro-esquerda para sua candidatura à reeleição da Mesa Diretora, em fevereiro de 2027. A ideia é compensar o isolamento causado pelo avanço da bancada conservadora, transformando a pauta em moeda de troca para sua sobrevivência política.

A aprovação, no entanto, enfrenta barreiras regimentais. Uma PEC exige dois turnos de votação, com o apoio de pelo menos 49 senadores em cada um, além de prazos fixos de cinco sessões de discussão no primeiro turno e três no segundo. Para contornar isso antes do segundo turno das eleições, aliados do governo planejam apresentar um requerimento de calendário especial, que permite realizar várias sessões de debate no mesmo dia. Alcolumbre já sinalizou que aceitará esse atalho regimental se houver um protocolo formal dos líderes.

A oposição, liderada por Rogério Marinho, critica a pressa e argumenta que votar um tema tão sensível no meio da campanha eleitoral é inadequado. Os parlamentares sustentam que o país não ganha com uma análise acelerada e enxergam a movimentação como uma tentativa de desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro, que disputa a eleição presidencial. Apontam ainda que, mesmo aprovada, a mudança exigirá leis complementares para ser aplicada, sugerindo que o governo quer usar o assunto como bandeira política imediata para influenciar os eleitores.

O enfraquecimento político de Alcolumbre tem dois fatores principais, conforme o texto: as derrotas regionais no Amapá, onde os candidatos que apoiou para o governo e para vagas no Legislativo foram derrotados, e o atrito com a ala conservadora. No plano nacional, o PL elegeu 28 senadores e cobra o andamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes. Ao manter 134 petições engavetadas, o presidente do Senado perdeu o apoio da centro-direita, que agora sinaliza preferência por nomes como o de Rogério Marinho.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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