Aliados de Lula intensificam ataques contra Kassio e Mendonça em campanha
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliaram as críticas aos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro e integrantes da cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável por conter a desinformação na campanha. O movimento ocorre em meio à disputa eleitoral e tem como alvo também a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
As ofensivas partiram principalmente do deputado federal André Janones (Rede-MG), escalado para mobilizar a militância nas redes. Em vídeo gravado em frente ao STF, ele acusou Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para “colocar na rua os ladrões que roubaram os aposentados”, e chamou o ministro de “vagabundo”. Nos dias seguintes, passou a incentivar seguidores a publicar a frase “fora Mendonça”. A defesa de Flávio pediu ao TSE que investigue o parlamentar por operar o canal de WhatsApp “Exército de Lula”, alvo de decisões conflitantes entre Nunes Marques e o ministro Ricardo Cueva.
Os advogados do PL classificam o canal como estrutura organizada para “produzir e espalhar desinformação em escala industrial” em favor de uma candidatura presidencial. O pedido de investigação contra Janones no TSE pode resultar em cassação do mandato e inelegibilidade. A defesa sustenta que a ofensiva contra Mendonça busca deslegitimar sua atuação no tribunal, onde é vice-presidente e relator de ações sobre propaganda eleitoral. Em nota, o ministro confirmou ter recebido Daniel Vorcaro para tratar de processo do interesse do Banco Master, no qual depois votou contra a instituição, e comprovou ter pago com cartão próprio um terno confeccionado por indicação de um advogado.
Contra Nunes Marques, o deputado Rui Falcão (PT-SP) pediu ao STF o afastamento do magistrado de suas funções no TSE e a abertura de investigação por suposta falsidade ideológica eleitoral. O parlamentar alega que as afirmações do ministro ao suspender o canal de Janones não estão comprovadas no pedido apresentado por Flávio, e o acusa de atuar com parcialidade política para favorecer o candidato. A ação foi enviada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que ainda não despachou no processo. Flávio Bolsonaro também acionou o STF para investigar Janones por injúria.
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