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Após acordo sobre diesel russo, Trump enfrenta nova crise em relação à Ucrânia

Atualizado em 13/10/2026 às 09:35 schedule 4 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O novo atrito diplomático do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Ucrânia começou na sexta-feira no clube de golfe Shell Bay, nos arredores de Miami, pertencente ao enviado de paz Steve Witkoff. Altos funcionários ucranianos e europeus viajaram até o local para reuniões com Witkoff e Jared Kushner, com o objetivo de discutir propostas atualizadas para encerrar a guerra antes de uma nova viagem dos dois à Rússia.

No entanto, os americanos logo fizeram um anúncio que deixou os visitantes perplexos: os Estados Unidos suspenderiam as sanções ao diesel russo. Além disso, transmitiram um pedido firme de Trump para que a Ucrânia parasse de atacar refinarias de petróleo russas. Um dos representantes ucranianos perguntou o que receberiam em troca. Segundo três pessoas familiarizadas com a reunião, os americanos responderam que os EUA já faziam muito pela Ucrânia e mencionaram a assistência de inteligência americana, considerada vital para o esforço de guerra ucraniano. Alguns presentes interpretaram a menção como uma ameaça velada, segundo duas fontes. Um funcionário americano negou qualquer sugestão de retirada desse apoio, mas afirmou que Trump estava tão irritado com a Ucrânia que era difícil prever o que poderia fazer.

A disputa se transformou na maior crise entre Washington e Kiev desde o confronto no Salão Oval com o presidente ucraniano no ano passado. Witkoff e Kushner agora sinalizam que adiaram a esperada viagem à Rússia até que o presidente Volodymyr Zelensky restabeleça uma relação mais estável com Trump, disseram duas pessoas a par das conversas. Para ucranianos e apoiadores europeus, os ataques às refinarias russas são a forma mais eficaz de responder aos bombardeios da Rússia contra a infraestrutura energética da Ucrânia. Zelensky já afirmou que a Ucrânia está preparada para parar de atacar instalações energéticas caso a Rússia faça o mesmo, mas a Rússia rejeitou esse acordo.

Para Trump, os ataques ucranianos representam uma afronta. Os preços do diesel tornaram-se um problema político, elevando os custos dos agricultores justamente quando a temporada de colheita se aproxima e as eleições estão a poucas semanas de distância. “É melhor ele parar imediatamente”, disse Trump a jornalistas no sábado, referindo-se a Zelensky e aos ataques às refinarias russas. No domingo, Trump afirmou nas redes sociais que Rússia e Ucrânia haviam concordado com um “CESSAR-FOGO ENERGÉTICO” com efeito imediato, mas nenhum dos lados confirmou o acordo. Na segunda-feira, líderes europeus e ucranianos disseram estar abertos a um cessar-fogo energético, mas demonstraram ceticismo quanto ao cumprimento pela Rússia. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, observou que a Rússia atacou infraestrutura energética ucraniana na noite de domingo, “apenas algumas horas depois” do anúncio.

A reunião de sexta-feira durou cerca de seis horas, segundo duas pessoas familiarizadas com ela. Em determinado momento, Witkoff deixou a sala para participar de uma ligação entre o presidente russo, Vladimir Putin, e Trump. Além da equipe negociadora ucraniana, participaram conselheiros de segurança nacional do Reino Unido, da Alemanha e da França, além de autoridades da União Europeia e da OTAN. Membros do Congresso americano criticaram o acordo sobre diesel, afirmando que ele ajudaria a financiar a máquina de guerra russa. “Os Estados Unidos não deveriam fornecer a Putin uma tábua de salvação financeira enquanto a Rússia continua matando civis ucranianos”, disseram em nota seis senadores de ambos os partidos, entre eles Susan Collins e John Curtis.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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