Após 'Street Fighter' e 'Velozes e Furiosos', Jason Momoa persegue personagens brasileiros? 'Coloquei no meu contrato'
Jason Momoa voltou a interpretar um personagem brasileiro no cinema. Depois de dar vida ao vilão Dante Reyes em "Velozes e Furiosos 10" (2023), o ator havaiano de 47 anos encarna agora Blanka, a "besta elétrica verde", na nova adaptação de "Street Fighter", que estreou nesta quinta-feira (15) nos cinemas.
Segundo o ator, a escolha não partiu dele. "Eu estive no Brasil muitas vezes. Pode ter tido um pouco de coincidência. Quero dizer, acho que antes de eu assinar para cada um dos personagens eles já eram do Brasil. Eu amo o Brasil", afirmou. A origem brasileira de Blanka vem dos games: a desenvolvedora japonesa Capcom garante que o personagem é mesmo brasileiro, embora o nome de batismo, Jimmy, alimente há décadas um debate entre fãs sobre a verdadeira origem da criatura.
Em "Street Fighter", Momoa também assina a produção. Sua participação é pequena, mas importante: o personagem passa de rival a salvador do protagonista Ryu (Andrew Koji). O roteiro, coescrito pelo diretor Kitao Sakurai ("Bad trip"), acompanha a relação entre dois lutadores de artes marciais afastados após crescerem juntos e a mulher misteriosa que os convida para um torneio criado por um ditador megalomaníaco.
O trio central — Koji, Noah Centineo (Ken) e Callina Liang (Chun-Li) — passou seis semanas em treinamento de dublês na Austrália antes das gravações. "Malhando na academia, nos recuperando, comendo juntos, trabalhando com o Jon Valera, nosso coordenador de dublês, para trazer à realidade nossas lutas", contou Centineo. "E então, conforme todo mundo começou a chegar e a trabalhar, nos tornamos uma família — que cresceu pessoa a pessoa."
O elenco mistura nomes de áreas diversas, como luta livre (Cody Rhodes, Joe "Roman Reigns" Anoa'i e Hirooki Goto), MMA (Alexander Volkanovski), comédia (Andrew Schulz) e música (Curtis "50 Cent" Jackson e Orville Peck). Para Sakurai, essa variedade é essencial. "'Street Fighter' como jogo, para mim, é sobre o conjunto. É um elenco maluco de personagens e, sem todos eles, não parece de verdade o game", disse o diretor. "Pareceu mais apropriado trazer pessoas de diferentes partes da cultura — atletas, atores, músicos do mundo todo e artistas marciais — para encarnar esses personagens."
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Por Redação