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Associações de imprensa criticam “intervenção judicial” no debate da Globo

Atualizado em 02/10/2026 às 12:50 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) criticaram nesta quinta-feira (1º) a “intervenção judicial” do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou no cancelamento do debate presidencial da TV Globo. Em nota, as entidades manifestaram “profunda indignação” com a decisão.

Segundo as associações, a interferência não se limita à imposição de obrigações sem previsão em lei contra uma emissora privada. Para elas, a medida representa “uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”.

As entidades também afirmaram que “os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate”.

A decisão que motivou o cancelamento partiu da ministra Estela Aranha, do TSE, que proibiu a emissora de exibir um púlpito vazio com a identificação nominal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate, além de impedir a formulação de perguntas direcionadas ao mandatário. Em seguida, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, desistiu de participar, atribuindo a decisão à “censura imposta ao evento” pelo TSE.

Pouco depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão do presidenciável do Missão, Renan Santos, no debate. Diante do impasse, a TV Globo cancelou o debate e criticou a interferência do Judiciário no evento.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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