Bancos leiloam 566 imóveis – oportunidades são boas, mas é preciso ter atenção
Os bancos Caixa Econômica Federal e Itaú Unibanco realizam, ao longo das próximas semanas, leilões online de 566 imóveis distribuídos por todo o Brasil. O portfólio reúne casas, apartamentos, terrenos, imóveis comerciais e rurais, que podem ser adquiridos à vista, parcelados ou com desconto. As oportunidades são consideradas boas, mas especialistas recomendam atenção redobrada no momento do arremate.
A Caixa realiza o leilão em parceria com a Fidalgo Leilões até o dia 29 de outubro, às 10h. São 453 imóveis: 265 apartamentos, 161 casas, 20 terrenos, seis imóveis comerciais e um imóvel rural, a maior parte concentrada no Sudeste, em licitação aberta. Já o Itaú fará o leilão de 113 imóveis em parceria com a Mega Leilões na próxima quarta-feira (dia 14), a partir das 15h. Os leilões são totalmente online. Para participar do da Caixa, é preciso acessar o site www.fidalgoleiloes.com.br, fazer o cadastro e enviar com antecedência os documentos exigidos pelo edital. No do Itaú, o interessado deve se cadastrar no site da Mega Leilões (https://www.megaleiloes.com.br/), verificar a descrição do lote desejado, o edital e habilitar-se.
No leilão da Caixa, os lances iniciais são a partir de R$ 36 mil, e os descontos podem chegar a 75% sobre o valor da avaliação. Alguns imóveis oferecem possibilidade de financiamento e uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas é importante verificar as condições na descrição de cada imóvel e no site da Caixa, já que podem ser atualizadas até a data do leilão. Como os imóveis estão em licitação aberta, é preciso atenção às dívidas de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e condomínio. Segundo o CEO da Fidalgo Leilões, Douglas Fidalgo, quando a dívida de IPTU supera 10% do valor de avaliação do imóvel, a Caixa assume o pagamento integral; abaixo desse limite, a responsabilidade é do comprador. No caso do condomínio, a lógica se inverte: o arrematante responde pelo débito até o equivalente a 10% da avaliação, e a Caixa cobre o que ultrapassar esse percentual. No leilão do Itaú, as condições de pagamento são duas: à vista, sem desconto, ou parcelado com entrada e saldo em até 78 parcelas mensais, a depender do edital e do que consta no site da Mega Leilões.
Antes de dar o lance, especialistas recomendam avaliar a localização do imóvel, o estado de conservação, a infraestrutura da região e a disponibilidade de recursos financeiros. Também é importante checar se o valor ofertado realmente compensa — na primeira praça, o valor é o de avaliação; na segunda, o da dívida, sendo recomendável um desconto de pelo menos 35%. Vale pesquisar preços de mercado e ler o edital com atenção, onde estão os dados do imóvel. Se alguém ainda mora no imóvel, a responsabilidade de retirar o ocupante é do novo dono, o que pode exigir ação judicial de reintegração de posse, com duração de até seis meses. Os especialistas sugerem reservar entre 20% e 40% dos recursos para despesas extras, verificar pendências judiciais e dívidas do proprietário e obter em cartórios as certidões que envolvem o imóvel. Não é possível visitar casas e apartamentos antes do processo, a não ser que estejam desocupados; nos sites da Caixa e do Itaú há fotos e descrições dos imóveis. Se necessário, recomenda-se procurar um advogado com experiência em Direito Imobiliário e em leilões, além de conversar com o leiloeiro antes de se candidatar.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação