Bezos afirma que sociedade aprendeu a enxergar o sucesso de forma errada
O fundador da Amazon, Jeff Bezos, afirmou que parte da sociedade foi ensinada a enxergar o sucesso de forma equivocada, associando fortunas extremas a algo negativo. Em entrevista à Fox News, ele disse que muitas pessoas foram educadas dentro de uma lógica de "opressor e oprimido" e passaram a acreditar que o sucesso é "algo vilanesco".
"O sucesso não é algo vilanesco. Você pode se tornar bilionário se tiver começado com uma barraca de hambúrguer", declarou. Bezos citou o exemplo de quem começa com uma lanchonete de cerca de dez funcionários, expande o negócio para milhares de unidades e empregados e, eventualmente, se torna bilionário. "É assim que funciona", afirmou. "Não há nada de errado em fazer um frango incrivelmente bom que as pessoas adoram. Isso não faz dessa pessoa alguém ruim."
Bezos levou a Amazon de uma livraria online fundada em sua garagem em 1994 ao posto de empresa número 1 da lista Fortune 500. Sua fortuna alcançou US$ 372 bilhões, tornando-o a segunda pessoa mais rica do mundo, segundo o material. Aos 62 anos, ele reconheceu que o país enfrenta problemas reais de acessibilidade econômica, mas argumentou que os eleitores devem desconfiar de políticos que se concentram em apontar culpados em vez de resolver as causas dos problemas.
"Não dá para fingir que não existem problemas", disse. "Os jovens olham para o custo da moradia e pensam: 'Tenho de morar duas horas longe da cidade. Não consigo viver perto do meu trabalho'." Segundo ele, a mesma lógica vale para executivos de suas empresas: quem passasse o tempo apontando dedos em vez de trabalhar na causa raiz e em uma solução real seria dispensado rapidamente.
O posicionamento de Bezos não é isolado. O ex-CEO da Starbucks Howard Schultz, com fortuna estimada em cerca de US$ 3,4 bilhões, também argumenta que sua riqueza é resultado de anos de trabalho duro, e não de vantagens injustas. Já o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, cuja fortuna é estimada em cerca de US$ 3 bilhões, reconhece as preocupações com a desigualdade de renda, mas rejeita a ideia de que pessoas ricas devam ser demonizadas apenas por serem bem-sucedidas.
Dados citados na reportagem indicam que cerca de 18% dos americanos consideram ser extremamente rico algo "moralmente errado", percentual que quase dobra para aproximadamente 33% entre adultos da Geração Z, de 18 a 29 anos, segundo estudo do Pew Research divulgado em 2025. No mesmo ano, as fortunas dos bilionários do mundo atingiram o recorde de US$ 18,3 trilhões, segundo a Oxfam.
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Por Redação