Bolsa dispara e dólar cai 4,64%; o que esperar dos mercados?
O Ibovespa encerrou a última semana em alta de 8,82%, aos 209.066 pontos, segundo análise técnica de Rodrigo Paz. O movimento marcou o segundo período consecutivo de valorização do índice, que renovou sua máxima histórica em 209.713 pontos. O impulso comprador ganhou força especialmente na segunda-feira (5), quando o índice disparou 7,70%.
Na avaliação do analista, a estrutura técnica do Ibovespa segue fortemente positiva, com o índice acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, todas inclinadas para cima. O principal ponto de atenção, porém, está no afastamento em relação a essas médias: o IFR (14) alcançou 80,30 pontos, em zona de sobrecompra, o que aumenta a possibilidade de uma realização ou de um pullback no curto prazo, sem invalidar a tendência de alta.
Para prolongar o movimento comprador, seria necessário superar a máxima histórica de 209.713 pontos. Acima desse nível, os próximos objetivos aparecem em 215.130 e 221.450 pontos, com alvo mais longo na região dos 230.000 pontos. Do lado vendedor, o primeiro suporte está em 203.984 pontos, seguido pela antiga máxima histórica de 199.354 pontos; a perda dessas referências poderia ampliar a correção até 189.487, 178.000 e 171.560 pontos.
O dólar futuro seguiu na direção oposta e caiu 4,64% na semana, aos 5.013 pontos, interrompendo três semanas consecutivas de valorização e passando a testar a região psicológica dos 5.000 pontos. O contrato negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com viés negativo, e o IFR (14) em 36,39 pontos se aproxima da zona de sobrevenda, o que aumenta a chance de um repique técnico. Para prolongar a queda, seria preciso perder os suportes em 5.000/4.968,5 pontos; para recuperar força compradora, superar as resistências em 5.046/5.083,5 pontos.
No exterior, a Nasdaq completou a quarta semana consecutiva de valorização e renovou sua máxima histórica nos 27.722 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 1,23% e também atingiu recorde, aos 7.843 pontos. O Bitcoin, por sua vez, aprofundou a correção e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, próximas de US$ 83.537 e US$ 84.207, respectivamente, após a forte recuperação que levou a criptomoeda até US$ 87.395.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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