CDB ainda paga bem? Taxas indicam possibilidade de ganho de até 40% em 3 anos
Com a Selic em 13,75% e o mercado projetando queda maior dos juros nos próximos anos, o investidor de renda fixa precisa decidir se trava as taxas atuais ou mantém a flexibilidade do pós-fixado. As emissões de títulos bancários em setembro ajudam a orientar essa escolha. Nos CDBs pós-fixados de 12 meses, a taxa média foi de 98,83% do CDI, segundo levantamento da Quantum Finance.
Como nenhum investidor recebe exatamente a média, o head de renda fixa da Suno Research, Guilherme Almeida, simulou o rendimento dos papéis a pedido do InfoMoney. Considerando aplicação de R$ 10 mil em 30 de setembro, à taxa média de cada prazo, até o vencimento e com desconto de IR, os CDBs prefixados saíram na frente, diante da expectativa de queda de juros que tende a valorizar esse tipo de aplicação, considerada mais arriscada. Na simulação, o maior rendimento alcançou, na média, valorização de 40% em três anos.
Os pós-fixados e os IPCA+ usam as estimativas do Focus de Selic a 10% em 2029, e só o prefixado tem retorno conhecido na contratação. Veja a evolução do investimento em cada tipo de CDB:
- 6 meses: pós-fixado R$ 10.499; prefixado R$ 10.481; LCA pós-fixada isenta R$ 10.528
- 12 meses: pós-fixado R$ 11.050; prefixado R$ 11.085; IPCA+ R$ 10.941; LCA pós-fixada isenta R$ 11.105
- 24 meses: pós-fixado R$ 12.193; prefixado R$ 12.481; IPCA+ R$ 12.152; LCA pós-fixada isenta R$ 12.204
- 36 meses: pós-fixado R$ 13.313; prefixado R$ 14.083; IPCA+ R$ 13.418; LCA pós-fixada isenta R$ 13.322
Para Almeida, vale investir em CDBs agora, mas não pela taxa média, puxada para baixo pelos grandes bancos de varejo, que captam com facilidade. Ele afirma que travar abaixo de 100% do CDI não faz sentido no momento, já que o Tesouro Selic rende cerca de 100,7% do CDI bruto, com liquidez diária, risco soberano e sem taxa de custódia para saldos de até R$ 10 mil. Em 24 e 36 meses, o especialista prefere o prefixado, que pagou em média 13,72% e 14,09% ao ano, contra CDI médio projetado de 12,25% e 11,60%.
Na comparação com as LCAs, o CDB perde na média em todos os prazos, e só os papéis mais rentáveis superam as letras médias. O analista recomenda começar a análise pelo emissor, não pela taxa, checando índice de Basileia, liquidez, rentabilidade e carteira de crédito. Dentro do limite do FGC, de R$ 250 mil por CPF e instituição, o prêmio em geral compensa, mas o fundo protege o principal, não o prazo. Taxas de 105% a 110% do CDI podem ser promoções para atrair clientes; acima disso, com juros altos, já começa a configurar risco muito elevado.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação