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Central sindical cita “industricídio” na Argentina e usa cartaz das Malvinas na Copa

Atualizado em 08/10/2026 às 19:35 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Confederação Geral do Trabalho da República da Argentina (CGT) realizou nesta quinta-feira (8), em Buenos Aires, uma marcha "em defesa da indústria nacional" com duras críticas ao governo de Javier Milei. A data foi escolhida por coincidir com o aniversário de nascimento do líder populista Juan Domingo Perón.

Os sindicalistas usaram como chamariz um cartaz inspirado na faixa que ficou famosa na Copa do Mundo: "As Malvinas são argentinas, a indústria nacional também", dizia o pôster da manifestação. A marcha começou por volta das 14h, e a maior concentração ocorreu em frente à Secretaria da Indústria, comandada por Pablo Lavigne, funcionário que responde diretamente ao ministro da Economia, Luis Caputo. Entre os participantes, misturado aos sindicalistas, estava o ex-presidente Eduardo Duhalde.

Líderes sindicais afirmaram a sites e jornais argentinos que o atual governo conduz um modelo monitorado pelo FMI e em função de interesses que não são os do país. Ao final da marcha, a CGT divulgou um manifesto que denuncia "as consequências de um modelo econômico que destrói o tecido produtivo, golpeia as PMEs, aprofunda a recessão e deteriora o emprego e a renda das famílias argentinas".

O texto afirma que o "industricídio" avança enquanto o governo prioriza os interesses de poucos e condena as maiorias a uma economia onde o dinheiro não é suficiente. "Não há liberdade sem justiça social", conclui o manifesto.

Segundo o jornal La Nación, a intenção da central sindical é forçar o governo a convocar a CGT e os empresários reunidos na União Industrial Argentina para formar uma mesa de diálogo diante da queda do emprego e da produção.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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