Comece, "A inteligência artificial deve permanecer um instrumento a serviço da pessoa humana"
A Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece) adotou uma declaração ao término de sua assembleia plenária realizada em Bruxelas, na qual faz um apelo à proteção da pessoa humana diante do avanço da inteligência artificial.
No documento, os bispos europeus defendem que a tecnologia não seja tratada como um fim em si mesma. "O futuro da IA deve ser moldado pelo que a responsabilidade e a fraternidade exigem", afirmaram os representantes da entidade, que reúne os episcopados dos países-membros do bloco.
A declaração sustenta que a inteligência artificial deve permanecer um instrumento a serviço da pessoa humana, e não o contrário. O texto reforça a necessidade de que o desenvolvimento e o uso dessas ferramentas sejam orientados por critérios éticos, com atenção especial à dignidade de cada indivíduo.
Os bispos também vinculam o debate sobre a IA a valores como responsabilidade e fraternidade, defendendo que essas referências orientem as decisões de quem desenvolve, regula e utiliza os sistemas. A declaração foi adotada ao final do encontro em Bruxelas, que reuniu os representantes da comissão.
A Comece é o organismo que congrega as conferências episcopais dos países da União Europeia e costuma se manifestar sobre temas de impacto social e político no âmbito do bloco. A declaração sobre a inteligência artificial se soma a esse conjunto de posicionamentos da entidade.
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