Como americanos enfrentam a alta da inflação: 'Já fiz coisas insanas para sobreviver'
A inflação nos Estados Unidos continua pressionando o orçamento das famílias, e o aumento dos preços de setembro superou as previsões. Nos últimos 12 meses, os preços subiram 3,7%, contra 3,4% nos 12 meses até agosto, segundo números oficiais. A alta dos preços da energia, com recordes no diesel e avanço da gasolina, tem impacto direto no bolso do cidadão comum.
No Tennessee, Kathryn Vaughn, 46 anos, trabalha em três empregos — entre eles o de professora de artes em uma escola primária — para sustentar a família de quatro pessoas. Depois das aulas, ela segue para um programa voltado a jovens em risco, onde o filho de cinco anos pode acompanhá-la e reduzir o custo da creche. Vaughn também escreve obituários para ganhar um dinheiro extra. "Já fiz coisas incrivelmente insanas para sobreviver", conta ela, citando trabalhos como modelo de mãos para uma joalheria e a venda de itens de casa em plataformas online. A família desistiu de uma viagem à Flórida para ver os pais dela por causa do preço da gasolina.
Na Califórnia, Punal Bhavsar, 39 anos, diz que o aumento do custo dos produtos dificultou a economia doméstica e frustrou o plano de comprar uma casa. Ele afirma que o preço da gasolina premium na região chega a quase US$ 6 por galão. Em Utah, Caitlin Green relata que o quilo da carne moída, antes comprado por US$ 4,40, passou a custar US$ 17,60, e os gastos mensais de mercado do casal subiram de cerca de US$ 200 para US$ 400.
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