Daniel Lopes junta Noel Rosa, Fausto Fawcett, Jorge Vercillo e IA na pista do álbum 'Já que veio, fica para dançar'
O compositor, produtor musical e multi-instrumentista carioca Daniel Lopes lançou nesta sexta-feira, 16 de outubro, o álbum “Já que veio, fica pra dançar”, em edição independente. Radicado há três anos em Lisboa, em Portugal, ele assina um trabalho que combina encontros presenciais com recursos de inteligência artificial.
O disco tem 15 faixas e se encerra com a reciclagem da gravação do samba “Com que roupa?”, composto em 1929 e registrado em 1930 pelo próprio Noel Rosa (1910 – 1937). Quase um século separa o registro original do arremate do novo álbum.
A inteligência artificial aparece em diferentes etapas do projeto. É usada na formatação do samba “Eclipse total”, que tem a participação do cibernético carioca Fausto Fawcett, e na criação dos arranjos de “Amor, mistério e dor”, composição de Luís Carlinhos e Bruno Levinson que ganhou coro com vozes artificiais. Ainda assim, o álbum preserva momentos de organicidade, como no canto de Chico Chico, autor e convidado da canção “E tudo mais”.
Ao longo das faixas, Daniel Lopes promove encontros com Anna Ratto, em “Quero saber”; com Lia Sabugosa, intérprete do hino geracional “Como nossos pais”, de Belchior, lançado há 50 anos; e com Jorge Vercillo, presente em “Quatro elementos”, música de temática espiritualista que dialoga com “Paz na terra”, composta e interpretada por João Viana. Já “Moacir in blues” cruza tempo e espaço ao conectar o saxofonista Moacir Silva (1940 – 2002) ao neto do músico, o baixista Jorge Ailton.
Antes de se mudar para Portugal, onde desenvolve projetos musicais para os mercados europeu e brasileiro, Daniel Lopes liderou a banda Reverse nos anos 2000 e integrou o trio Les Pop, com o qual lançou “Quero ser cool” (2011), disco da cena indie dos anos 2010. Paralelamente, construiu discografia solo que inclui os álbuns “Bonito” (2012) e “Input relâmpago” (2014).
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Por Redação