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DNA e rastreamento de veículos: como investigadores recuperaram obras de Renoir roubadas na França

Atualizado em 12/10/2026 às 18:40 schedule 4 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O DNA deixado em uma capa protetora para pinturas ajudou investigadores a recuperar duas obras do pintor Pierre-Auguste Renoir roubadas de um museu na França e a descobrir preparativos para um outro roubo de obras de arte, informou um promotor francês nesta segunda-feira (12). Quatro homens foram indiciados preliminarmente na investigação sobre o roubo, ocorrido em 8 de setembro no Museu Renoir, na cidade de Cagnes-sur-Mer, na Riviera Francesa.

As acusações incluem roubo organizado e associação criminosa, afirmou o promotor de Marselha, Nicolas Bessone. Uma das pinturas, "Retrato de Madame Colonna Romano", sofreu um rasgo. A outra, "Jovem no Poço", teve pequenos danos na moldura. Ele estimou o valor conjunto das obras em 4,2 milhões de euros (cerca de R$ 25,3 milhões).

Segundo Bessone, os ladrões usaram uma serra elétrica para cortar uma cerca, entraram no museu pelo térreo e cortaram os dispositivos que prendiam as molduras de quatro pinturas. Um alarme disparou e policiais chegaram quatro minutos depois — resposta rápida que "aparentemente fez com que os autores entrassem em pânico". "Ao fugirem, eles não conseguiram levar as quatro pinturas e abandonaram duas delas, que mais tarde foram encontradas em uma capa protetora", disse.

O DNA encontrado na capa abandonada correspondia ao de um homem de 29 anos que já era investigado em um caso de tráfico de drogas. A polícia já estava rastreando o veículo dele no âmbito desta investigação. Dados de rastreamento mostraram que o suspeito, acompanhado por um homem de 41 anos, foi à casa de um terceiro homem pouco depois do roubo. A vigilância policial também mostrou que, em 3 de outubro, o homem de 29 anos visitou a Fundação Maeght, em Saint-Paul-de-Vence, que abriga uma grande coleção de arte moderna. Em seguida, o suspeito se encontrou com um quarto homem conhecido da polícia por casos de roubo e falsificação de obras de arte em 2001 e 2003. As prisões foram motivadas pela "fortíssima suspeita de que outro roubo era iminente", afirmou Bessone.

Os dois homens suspeitos de realizar o roubo no museu foram indiciados preliminarmente por roubo cometido por grupo organizado e associação criminosa, entre outras acusações, e levados à prisão enquanto seguem as investigações. Ambos negaram qualquer irregularidade. O terceiro suspeito admitiu ter recebido as pinturas em sua casa e tê-las escondido atrás de uma parede construída sob uma escada depois do roubo — foi nesse esconderijo que os investigadores recuperaram as obras. O quarto suspeito admitiu ter visto fotografias das pinturas, mas disse que não as reconheceu imediatamente. Os dois foram indiciados preliminarmente por receptação das pinturas roubadas, libertados sob supervisão judicial e proibidos de deixar a França. Outras duas pessoas presas foram liberadas sem acusação.

O Museu Renoir ocupa a última residência do pintor impressionista, que viveu no local até sua morte, em 1919, e é a atração mais conhecida de Cagnes-sur-Mer, cidade litorânea entre Cannes e Nice. O roubo trouxe de volta lembranças do furto das joias da coroa do Museu do Louvre, em Paris, no ano passado, e renovou pedidos por mais segurança e financiamento para locais culturais da França. Christian Sainte, diretor nacional da polícia judiciária, afirmou que o país "é repetidamente alvo de grupos criminosos organizados que realizam operações de roubo de objetos de valor que fazem parte de nosso patrimônio cultural" em museus, castelos, locais de culto, residências particulares e galerias de arte. Os museus franceses registraram 23 casos em 2025 e cerca de 10 neste ano.

Esta matéria foi publicada primeiro em Cultura · G1 Pop & Arte e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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