Dólar hoje sobe a R$ 5,09, à espera de Datafolha após reação à pesquisa Quaest
O dólar ganhou força ante o real na reta final desta quinta-feira e fechou a sessão com alta superior a 1%, em meio à preocupação de investidores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa ter se aproximado do senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa eleitoral do Datafolha. O novo levantamento do Datafolha sobre as intenções de voto no segundo turno será divulgado no início da noite.
O dólar à vista encerrou a sessão com elevação de 1,17%, a R$ 5,0885, o maior valor de fechamento desde 2 de outubro, dois dias antes do primeiro turno, quando era cotado a R$ 5,2173. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,30%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro — o mais negociado no Brasil — subia 0,79% na B3, aos R$ 5,1040. Na reta final da sessão, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$ 5,0991 (+1,38%) às 16h30, meia hora antes do fechamento, para depois fechar perto disso.
Durante o dia, a moeda também reagiu em alta à pesquisa Quaest divulgada na noite de quarta-feira, que mostrou Flávio com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados. Os indecisos são 1%, enquanto 9% disseram que votarão em branco, nulo ou que não votarão. O levantamento revelou também que Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores e Lula por 53%.
Esse cenário de empate técnico trazido pela Quaest, já identificado pela pesquisa BTG/Nexus na terça-feira, voltou a impulsionar as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e o dólar ante o real nesta quinta-feira. Isso porque no mercado boa parte dos agentes considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de um maior controle das contas públicas — ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.
Também na noite de quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6 x 1 e a redução da jornada de trabalho semanal, em uma vitória para o governo Lula em um dos principais temas da campanha eleitoral. Flávio, que não discursou sobre o assunto durante os debates no Senado, votou pelo fim da escala, em uma mudança de posição sobre a proposta. Na terça-feira, o senador defendeu que o governo pague uma compensação às empresas, mas não abordou os eventuais impactos fiscais disso.
O avanço do dólar ante o real contrastou com o cenário visto no exterior, onde a moeda norte-americana sustentou perdas ante outras divisas fortes e ante boa parte das divisas de países emergentes. Às 17h15, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,18%, a 102,030.
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Por Redação