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Durigan: ainda há R$ 1,3 bi em saldo nas plataformas de bets

Atualizado em 06/10/2026 às 22:20 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 6, que ainda há cerca de R$ 1,3 bilhão em saldo nas plataformas de bets que até então estavam autorizadas a operar no país. Segundo ele, este foi o primeiro dia sem qualquer autorização para o funcionamento dessas plataformas no Brasil, e os 188 sites e endereços anteriormente habilitados estão fora do ar.

De acordo com o ministro, as empresas deverão informar às instituições financeiras os saldos individuais de cada apostador, discriminados por CPF, para que os valores sejam ressarcidos. A soma de R$ 1,3 bilhão corresponde ao saldo de pelo menos 26 milhões de apostadores. Desse total, cerca de 1% — o equivalente a 200 mil apostadores — concentra 80% da cifra. Outros 3,4% dos apostadores representam 90% do saldo pendente de resgate.

Os bancos terão até 14 de outubro para restituir os apostadores. Caso haja algum inconveniente às instituições dentro desse prazo, a Caixa Econômica Federal vai intermediar o ressarcimento. Segundo Durigan, o objetivo é garantir que o dinheiro que está no saldo das bets volte para o CPF do apostador, já que o valor pertence a ele e não à plataforma.

O ministro também informou que poucos apostadores têm volume grande de saldo remanescente, acima de R$ 500 mil, e que cerca de 40 contas estão sob investigação por conterem valores suspeitos e desproporcionais. Os casos serão apurados pelas autoridades competentes, em especial o Ministério da Justiça e a Polícia Federal, para verificar indícios de lavagem de dinheiro ou de irregularidades.

Durigan acrescentou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueou, até esta terça-feira, 11.740 sites ilegais de bets, e que foi solicitada a remoção de 3.489 páginas, perfis, grupos em redes sociais e mensagerias. Desse total, foram 1.974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram, 837 canais e grupos de Telegram, 103 perfis no TikTok, 14 grupos no WhatsApp e um servidor no Discord. Segundo o ministro, esse volume de conteúdos bloqueados impactava 17,2 milhões de usuários e seguidores. Ele defendeu que o combate a conteúdos ilegais de endosso às bets se torne uma política das próprias big techs, para que as empresas atuem de forma proativa no bloqueio desse material.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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