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Ele diz ter encontrado o “melhor cachorro do mundo”. E quer espalhá-lo pelo planeta

Atualizado em 16/10/2026 às 07:20 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Em Boonville, pequena comunidade rural do norte da Califórnia, uma placa apoiada do lado de fora de uma loja de vinhos anunciava sem rodeios: “Filhotes aqui dentro”. O engenheiro de som Joshua Korbel, de 43 anos, que gosta tanto de vinho quanto de cachorros, decidiu parar. Encontrou mais de uma dúzia de filhotes espalhados por um sofá de couro ao lado do balcão. Eram fox collies, explicou Andy DuVigneaud, enólogo e proprietário do local.

Não se trata de uma raça oficialmente reconhecida. Ainda não. DuVigneaud está determinado a mudar isso e acredita que esse cão, cujas origens remontam à Califórnia do fim do século XIX, pode ser o antídoto para dois problemas contemporâneos: a solidão humana e a criação de cães para trabalhos que já não existem. Segundo ele, é simplesmente o “melhor cachorro do mundo”. O fox collie trabalha em fazendas e corre o dia inteiro, mas também busca bolinhas, viaja longas distâncias no banco do passageiro e descansa ao lado do tutor. Ao contrário dos border collies, conhecidos pela energia quase inesgotável, domina a arte de relaxar.

O fox collie é considerado um ancestral do pastor McNab, cão de trabalho com raízes nas Terras Altas da Escócia que quase desapareceu em meados do século XX. A linhagem teve origem com o imigrante escocês Alexander McNab, que chegou à Califórnia em 1866 e importou da Escócia um casal de Scotch Collies. DuVigneaud cresceu no Vale de Anderson e ouviu histórias sobre cães McNab menores, de pelos curtos e comportamento leal e tranquilo. Durante a pandemia, comprou uma cadela McNab chamada JJ, concluiu que ela era geneticamente próxima dos Scotch Collies originais e fez o cruzamento que deu origem ao fox collie.

Desde 2020, DuVigneaud produziu 16 ninhadas, com testes de DNA para evitar problemas genéticos e seleção baseada em tamanho e temperamento. Mais de 400 pessoas já manifestaram interesse sério, segundo ele. Korbel, que retornava sempre que passava pela cidade, entrou na chamada “lista da esperança” — cartões coloridos com informações dos interessados e detalhes sobre a vida que pretendem oferecer aos cães. Recebeu duas estrelas e, poucas semanas depois, pôde escolher um filhote. Levou para casa a única fêmea marrom da ninhada, batizada de Morena. “Ela é simplesmente a melhor cachorra que já tive”, disse.

Especialistas estimam que os cães convivam com os humanos há mais de 15 mil anos. No passado, eram criados para tarefas específicas, como pastorear ovelhas. Hoje, muitas dessas funções desapareceram, e eles se tornaram animais de companhia e apoio emocional. DuVigneaud é o único criador de fox collies e vende os cães por US$ 1.000 cada. Ele afirma seguir práticas éticas, incluindo testes genéticos e seleção criteriosa dos tutores, e diz que seu objetivo não é o dinheiro: “Estou tentando mudar o mundo.” Para ele, cães de trabalho serão cada vez mais substituídos por drones e outras tecnologias, e os humanos viverão uma crise semelhante de propósito com o avanço da inteligência artificial.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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