Eleição à vista, dólar na carteira: as 9 melhores ações internacionais para ter agora
Na véspera do primeiro turno, com as pesquisas apontando disputa acirrada até o fim, especialistas reforçam a recomendação de manter parte do patrimônio no exterior. O argumento é de proteção: em momentos de estresse político, o real tende a perder valor, e os ativos em dólar se valorizam quando convertidos para reais, compensando parte das perdas na bolsa e na renda fixa locais. Para quem prefere não abrir conta fora do país, os BDRs negociados na B3 cumprem esse papel.
É esse o espaço que as carteiras de ações internacionais das sete casas consultadas pelo InfoMoney buscam ocupar em outubro. Alphabet, Amazon, Exxon Mobil e Micron dividem a liderança, com quatro indicações cada, em uma lista que vai além da tecnologia e inclui J.P. Morgan e Eli Lilly entre os nove nomes mais citados. Na distribuição sugerida, o investidor conservador pode manter entre 15% e 20% do patrimônio em dólar, o moderado ao menos 30%, e o mais arrojado entre 30% e 50%. Uma das carteiras descreve a própria função como proteção contra o risco país, e outra dobra o peso da bolsa americana na alocação de referência no cenário em que o resultado da eleição pressiona o câmbio.
Lá fora, o pano de fundo também pede cautela. O Federal Reserve elevou os juros em setembro para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano, a primeira alta desde 2023, e o avanço dos rendimentos dos títulos americanos levou uma das casas a buscar teses com balanços mais sólidos e geração de caixa mais previsível.
Entre os destaques, a Alphabet aparece pela posição nas buscas online, com cerca de 90% de participação de mercado, e pelos efeitos de rede que atraem anunciantes, além do avanço do Google Cloud e da integração da inteligência artificial aos principais produtos. A Amazon se apoia no crescimento da AWS e nas oportunidades em IA, com uma das carteiras elevando o peso da ação de 8% para 10%. A Exxon Mobil cumpre a função de proteção contra inflação e risco geopolítico, com valuation de cerca de 13 vezes o lucro estimado para 2026. A Micron tem a tese mais ligada ao ciclo de IA: divulgou em 30 de setembro receita trimestral de US$ 54,2 bilhões, acima dos US$ 51,1 bilhões esperados, e projetou US$ 61,5 bilhões para o trimestre seguinte.
Completam a lista Eli Lilly, puxada pela tirzepatida e pela expansão do mercado de medicamentos GLP-1, com receita em alta de 45% no segundo trimestre; Nvidia, principal fornecedora de infraestrutura para IA generativa, com cerca de 80% do mercado de GPUs para data centers; Microsoft, pela integração da IA ao Office e ao Bing e pela expansão do Azure; JPMorgan, que substituiu o Bank of America em uma das carteiras, com índice de capital CET1 de 14,1% e retorno sobre o patrimônio tangível de 23,5%; e Apple, que volta à lista após ficar de fora em setembro, com receita em alta de 16% no último trimestre fiscal.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação