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Eleições nos EUA podem levar a novo rali em Wall Street? JPMorgan aponta vencedores

Atualizado em 09/10/2026 às 06:35 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, se aproximam como um dos principais eventos políticos no radar dos mercados globais. Para o JPMorgan, o impacto sobre as ações tende a depender menos de uma vitória isolada de democratas ou republicanos e mais da configuração final do Congresso. Em relatório de estratégia temática, o banco traçou três cenários e apontou setores e ações potencialmente favorecidos em cada um deles.

O pano de fundo histórico é, em geral, favorável à Bolsa. Desde 1950, o S&P 500 registrou valorização média de 1,3% no primeiro mês após as eleições de meio de mandato, 7,1% em três meses, 13,4% em seis meses e 14,6% em 12 meses, com mediana de 13,6% nesse intervalo. O banco ressalva, porém, que o mercado americano chega à votação com valorização anormalmente forte: o S&P 500 acumulava cerca de 60% desde o início do atual ciclo presidencial, acima do ganho médio de aproximadamente 39% de um mandato completo desde 1950, enquanto o Nasdaq 100 avançava cerca de 75%.

No cenário de Congresso dividido, o JPMorgan vê redução de riscos políticos, com menos chance de mudanças profundas em saúde, regulação tecnológica e política energética. Defesa e infraestrutura aparecem como possíveis vencedoras, sustentadas por prioridades bipartidárias. A cesta do banco para esse cenário inclui ExxonMobil (XOM), Chevron (CVX), Amazon (AMZN), Eli Lilly (LLY), Broadcom (AVGO), Alphabet (GOOGL) e Meta (META).

Em uma “onda azul”, com democratas nas duas Casas, o impacto seria limitado pelo poder de veto da Casa Branca e pelo filibuster no Senado. Hospitais e planos de saúde expostos ao Medicaid estariam entre os beneficiários mais claros, assim como utilities de energia renovável e empresas de saneamento. A cesta inclui Baker Hughes (BKR), Centene (CNC), Tenet Healthcare (THC), DraftKings (DKNG), Salesforce (CRM), ServiceNow (NOW), NextEra Energy (NEE) e Xcel Energy (XEL).

Já na “muralha vermelha”, com republicanos mantendo as duas Casas, o banco projeta ambiente favorável à infraestrutura de inteligência artificial, energia tradicional e nuclear, bancos regionais e defesa. A cesta reúne nomes como SLB (SLB), Baker Hughes (BKR), GE Vernova (GEV), Amazon (AMZN), Bank of America (BAC), Citigroup (C), Palo Alto Networks (PANW), Alphabet (GOOGL) e Meta (META). O JPMorgan também alerta que o mercado de opções parece precificar prêmio modesto de risco eleitoral, com a curva do VIX abaixo dos níveis observados antes de eleições anteriores.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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