— Carregando clima…
Última Hora
• O que é o Starshield, o serviço de internet via satélite de uso militar da SpaceX? • Estrutura sem VPs ajudou a impulsionar crescimento da Kalshi, afirma cofundadora • Petrobras ou PRIO? BofA vê duas teses diferentes para surfar o petróleo • Fundos de infra vivem “um dos piores meses da história”; queda é oportunidade? • O que mudou nas campanhas de Lula e Flávio após o primeiro turno? • Encontro de Amoris laetitia: buscar "novas respostas para novas perguntas" • Papa passou bem a noite no Gemelli • Evangelho de 15 de outubro • O que é o Starshield, o serviço de internet via satélite de uso militar da SpaceX? • Estrutura sem VPs ajudou a impulsionar crescimento da Kalshi, afirma cofundadora • Petrobras ou PRIO? BofA vê duas teses diferentes para surfar o petróleo • Fundos de infra vivem “um dos piores meses da história”; queda é oportunidade? • O que mudou nas campanhas de Lula e Flávio após o primeiro turno? • Encontro de Amoris laetitia: buscar "novas respostas para novas perguntas" • Papa passou bem a noite no Gemelli • Evangelho de 15 de outubro
Ver Todas

Fundos de infra vivem “um dos piores meses da história”; queda é oportunidade?

Atualizado em 15/10/2026 às 07:20 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Os fundos de infraestrutura (FI-Infra), que aplicam em debêntures incentivadas isentas de Imposto de Renda, enfrentaram em setembro um dos piores meses de sua história. Segundo a Sparta, gestora especializada em crédito, os fundos que trocam a exposição à inflação pelo CDI — os chamados hedgeados — tiveram, em sua maioria, retorno negativo. A mediana dos prêmios das debêntures incentivadas sobre os títulos públicos subiu cerca de 0,40 ponto percentual no mês.

A reação dos cotistas veio em forma de resgates. De acordo com o Bradesco BBI, os fundos de infraestrutura registraram saídas líquidas de R$ 3,6 bilhões em setembro, ante R$ 2,6 bilhões em agosto, e renderam menos que o CDI pelo terceiro mês seguido. Desde março a categoria só registra saídas, com pico de R$ 11,6 bilhões em maio. “Vemos fundos com rendimento negativo e os resgates começando a acelerar novamente”, afirma Thais Prado, head de fundos de crédito privado do ASA, referindo-se a outubro.

O mecanismo por trás da queda está no hedge. Esse instrumento elimina a oscilação dos juros, mas não a do spread — o prêmio que a debênture paga acima do título público. Quando o prêmio sobe, o preço do papel cai. Segundo a Sparta, “bastou uma alteração relativamente pequena no equilíbrio de fluxo” para provocar o movimento. Cerca de 70% dos fundos isentos de debêntures incentivadas usam hedge, segundo Thais, e muitos investidores passaram a enxergar esses produtos como uma LCI ou LCA, com rendimento isento e liquidez.

O efeito dos resgates agrava o quadro. Os FI-Infra precisam manter ao menos 85% do patrimônio em ativos incentivados e, ao sofrerem resgate, são obrigados a vender crédito — diferentemente de fundos bancários, que carregam LFT e têm CDB vencendo diariamente. A queda dos juros dos títulos públicos após o primeiro turno piorou a situação. Pelos dados do BBI, o spread das incentivadas de melhor nota (AAA) subiu 0,52 ponto em 30 dias e chegou ao maior nível desde o fim de 2024.

As visões sobre o momento são divergentes. Thais afirma que ainda não é hora de investir: segundo ela, os fundos carregam algo próximo de 93% do CDI, o que não compensa diante de uma LCI ou LCA. A Sparta diz que a correção já criou oportunidades, mas tem preservado caixa para não ser vendedora forçada. Já a Vinland avalia que não há piora de crédito que justifique a queda e que os prêmios, no maior nível desde julho de 2024, abrem uma janela de entrada.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Economia Petrobras ou PRIO? BofA vê duas teses diferentes para surfar o petróleo O Bank of America (BofA) reforçou sua visão positiva para as duas principais teses do setor de petróleo na… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Redação