Futuros de NY caem após nova alta de Treasury yields e com petróleo a mais de US$ 103
Os futuros das bolsas de Nova York operavam em baixa na manhã desta quinta-feira, em meio à disparada dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano para os níveis mais altos em várias décadas e à alta dos preços do petróleo, que voltou a superar a marca de US$ 100 por barril. O movimento ocorre após o S&P 500 se afastar de sua máxima histórica, registrada na semana anterior.
Os contratos futuros do Dow Jones Industrial Average recuavam 132 pontos, ou 0,26%. Os futuros do S&P 500 caíam 0,15%, enquanto os do Nasdaq-100 tinham baixa de 0,21%. Em outra referência de mercado, os futuros do S&P 500 recuavam 0,3% e os do Nasdaq 100, 0,5%. A alta dos rendimentos dos Treasuries tem pressionado os ativos de risco e levado investidores a reavaliar suas posições em ações.
O petróleo Brent avançou mais de 3%, superando os US$ 103 por barril, após uma reportagem contestar a percepção amplamente difundida de que o presidente Donald Trump evitaria escalar o conflito com o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato. Relatos de que os Estados Unidos estariam avaliando operações militares de grande escala contra o Irã nas próximas semanas mantinham os mercados em alerta. Os contratos futuros do Brent para entrega em dezembro avançavam 3,10%, a US$ 103,31 por barril. O WTI subia 3,95%, a US$ 91,77, e o Brent, 3,89%, a US$ 104,10.
Os rendimentos dos títulos soberanos também subiram. O yield do Treasury de 10 anos avançou quatro pontos-base, para 5,32%. O prêmio dos títulos franceses de 10 anos em relação aos equivalentes alemães aumentou para 140 pontos-base. Nem mesmo o lucro recorde da Samsung Electronics foi suficiente para estimular a demanda por ativos de maior risco: a fabricante de chips reportou aumento de quase nove vezes no lucro trimestral, embora o resultado tenha ficado abaixo das expectativas mais elevadas do mercado, e suas ações caíram 2,4% em Seul.
Na Europa, as bolsas abriram em baixa, com o índice pan-europeu Stoxx 600 recuando 0,4% pouco após a abertura dos negócios. Na Ásia-Pacífico, o Nikkei 225, do Japão, fechou em queda de 1,42%, e o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 2,62%. O CSI 300, da China continental, caiu 1,09% na reabertura após uma semana de feriados. Segundo analistas, a próxima temporada de balanços será um dos testes mais importantes já enfrentados pela tese de investimento em inteligência artificial, em um momento de juros nos níveis mais altos em décadas.
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Por Redação