Garotinho nega acordo com Ruas após TSE anular seus votos e diz que será oposição
O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) negou nesta quinta-feira (8) ter feito qualquer acordo com Douglas Ruas (PL) e afirmou que continuará fazendo oposição ao grupo político do candidato. A declaração foi dada em sua primeira live após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular os 274.411 votos que ele recebeu no primeiro turno.
Garotinho classificou a decisão do tribunal como uma "covardia", contestou a condução de seu processo pela Justiça Eleitoral e voltou a atacar tanto Ruas quanto Eduardo Paes (PSD). "Não fiz e não farei acordo com ninguém", afirmou o ex-governador ao comentar o resultado que beneficia Ruas. Mais adiante, disse que não pretende abandonar as críticas feitas durante a campanha: "Não vou ceder a nenhum dos dois lados, porque o que existe desses lados são corrupção e crime organizado."
A negativa ocorre em meio a acusações de Paes de que Ruas teria feito um acordo com Garotinho para que o ex-governador desistisse do recurso sobre sua candidatura. Na ocasião, Paes chamou Garotinho de "candidato laranja" e afirmou que a movimentação buscava decidir a eleição no "tapetão".
O TSE rejeitou por 5 votos a 2 a candidatura de Garotinho e anulou os votos recebidos por ele. Com a retirada dos 274.411 votos da base de cálculo, Ruas passaria dos 49,27% registrados inicialmente para aproximadamente 50,9%, percentual suficiente para vencer a eleição no primeiro turno.
Na transmissão, Garotinho voltou a associar Ruas ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro e afirmou que já fazia denúncias contra esse campo antes da eleição. Também retomou ataques contra Paes e disse que havia feito "acusações sérias contra os dois candidatos" no debate realizado na reta final da campanha. Ele concentrou parte da live em contestar a decisão sobre sua própria candidatura, afirmando que a inelegibilidade teria sido "criada" a partir de um processo de 2005 e que acreditava estar apto a disputar o pleito. "Se eu soubesse que eu estava inelegível, eu não teria me candidatado. Jamais eu enganaria a população", declarou. Apesar da derrota judicial, disse que pretende seguir ativo publicamente, retomando seu podcast e seus trabalhos após alguns dias de descanso.
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Por Redação