Homem que sacou arma em manifestação pacífica pró-Lula é PM que estava de folga
O homem que sacou uma arma de fogo durante uma manifestação pacífica de estudantes em apoio à reeleição do presidente Lula (PT), na noite de quinta-feira (8), em Sergipe, foi identificado como um sargento da Polícia Militar que estava de folga. O episódio ocorreu nas proximidades da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no município de São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju, e provocou correria e momentos de pânico entre os participantes.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, o militar é o sargento Manoel Messias dos Santos, integrante da Polícia Militar estadual, e estava de folga no momento dos acontecimentos. A identificação foi divulgada na manhã desta sexta-feira (9), após a circulação de imagens e relatos dos manifestantes. A arma de fogo do policial foi recolhida e ele será afastado das atividades de rua. O secretário estadual da Segurança Pública, João Eloy, determinou a adoção imediata das providências administrativas cabíveis pela Corregedoria da Polícia Militar.
De acordo com a reportagem, o homem chegou de carro ao local onde estudantes participavam do ato. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o veículo parado próximo aos manifestantes, que ocupavam as calçadas. Em seguida, o motorista desembarcou portando uma arma de fogo, provocando apreensão entre as pessoas nas proximidades. Testemunhas relataram que ele teria efetuado disparos para o alto, informação que ainda estava sob apuração das autoridades. Os vídeos divulgados até aquele momento não registravam claramente os supostos tiros, e não houve registro oficial de pessoas atingidas.
A Polícia Civil informou que instaurará inquérito para esclarecer as circunstâncias da ocorrência. Uma das principais questões é verificar se houve efetivamente disparos durante a manifestação. Foi acionada uma perícia para realizar exame residuográfico, procedimento que pode identificar vestígios do uso recente de arma de fogo, e as autoridades também recolhem imagens de câmeras da região. A Corregedoria da PM ficará responsável pela apuração administrativa, enquanto a Polícia Civil conduzirá a investigação criminal. O policial tem direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
Em nota conjunta, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFS e a União Nacional dos Estudantes (UNE) repudiaram o episódio e afirmaram que a manifestação transcorria de maneira pacífica antes da ocorrência. As entidades relataram supostos disparos e classificaram a conduta como tentativa de intimidação, interpretação apresentada pelos organizadores do ato. A UFS também se manifestou oficialmente, esclarecendo que o ato ocorreu em via pública, fora de suas dependências, e não foi organizado nem promovido pela administração universitária. A instituição repudiou qualquer forma de violência ou intimidação e informou que acompanha o caso junto aos órgãos de segurança.
Esta matéria foi publicada primeiro em Pragmatismo Político e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação