Ibovespa fecha em queda de 0,74%, a 204 mil pontos, com exterior e eleições no foco
O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira em queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos, após oscilar entre a mínima de 204.176,12 e a máxima de 206.877,47. O giro financeiro somou R$ 57,2 bilhões antes dos ajustes finais. O recuo refletiu o ambiente negativo das principais bolsas internacionais e a realização de lucros depois do rali observado após o primeiro turno das eleições presidenciais.
No exterior, a alta dos preços do petróleo para mais de US$ 100, em meio a novas tensões no Oriente Médio, pressionou as praças acionárias globais. O S&P 500 fechou em queda de 0,22%. Os investidores também digeriram a ata da reunião de setembro do Federal Reserve, divulgada na tarde desta quarta-feira, que mostrou integrantes do comitê de política monetária divididos quanto aos fundamentos para o aumento dos juros. No mês passado, o Fed elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%.
No cenário doméstico, as atenções seguiram voltadas à disputa eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu apoio dos partidos Novo, União e PP para o segundo turno e participou de reunião da bancada do PL. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com jovens deputados eleitos e pode participar de encontro do diretório do PT.
Para o diretor de análises da ZERO Markets Brasil, Marcos Praça, a expectativa para os próximos dias é de volatilidade elevada, com o cenário político no centro das atenções. Pesquisas eleitorais podem provocar ajustes importantes nas posições construídas desde o primeiro turno, especialmente em dólar, juros e ações domésticas mais sensíveis à percepção fiscal, afirmou. Segundo ele, depois da forte valorização recente, o mercado deverá exigir sinais mais concretos sobre alianças, propostas econômicas e capacidade de implementação de uma eventual agenda fiscal mais restritiva.
Entre os destaques do índice, Magazine Luiza ON (MGLU3) subiu 5,09%, liderando os ganhos, em meio ao recuo das taxas curtas dos juros futuros. Petrobras PN (PETR4) avançou 0,95% e Petrobras ON (PETR3) ganhou 1,25%, enquanto o petróleo Brent fechou em queda de 1,30% no exterior. Os bancos pressionaram: Itaú Unibanco PN (ITUB4) caiu 2,66%, Bradesco PN (BBDC4) recuou 3,68%, Santander Brasil Unit (SANB11) perdeu 1,01%, BTG Pactual (BPAC11) cedeu 2,52% e Banco do Brasil ON (BBAS3) desvalorizou 1,87%. Vale ON (VALE3) recuou 2,3%, sem a referência do mercado chinês; no setor, Usiminas PNA (USIM5) caiu 1,64% e Gerdau PN (GGBR4) perdeu 1,25%. Prio ON (PRIO3) avançou 0,9%, após arrematar os blocos Magnetita e Hematita, na Bacia de Campos, em leilão da ANP. GPA ON (PCAR3) subiu 4,15%, após a 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo homologar o plano de recuperação extrajudicial da companhia.
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Por Redação