Ibovespa ganha força na reta final com alocações antes da eleição, mas cai na semana
O Ibovespa encerrou o último pregão antes do segundo turno da eleição presidencial em alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos, firmando o sinal positivo ao longo da tarde. Na máxima do dia, o índice marcou 205.757,04 pontos; na mínima, 203.428 pontos. Apesar do avanço desta sexta-feira, o acumulado da semana ficou negativo em 0,17%, após os ajustes finais. O volume financeiro do pregão somou R$ 45,52 bilhões, mantendo o ritmo forte de um mês que registrava média diária de R$ 58,11 bilhões até a véspera.
Segundo o especialista em mercado financeiro do grupo Axia, Felipe Sant' Anna, os operadores estavam "montando posição final acreditando na vitória do Flávio, em um movimento coordenado pela ideia de que ninguém quer ficar de fora". De acordo com ele, "quanto mais a Bolsa sobe, mais são acionados gatilhos de compra". O Termômetro Broadcast Bolsa apontou que o otimismo com o Ibovespa ganhou força ao longo de outubro e atingiu o maior nível da sequência recente: no levantamento desta sexta, 66,67% dos participantes esperavam alta do índice na próxima semana, após o segundo turno, contra 50% na pesquisa anterior.
"Inevitavelmente, os investidores posicionados no mercado brasileiro estão fazendo o trade eleitoral, movimentando suas posições de acordo com as mudanças de probabilidade de vitória/derrota no domingo do candidato que é mais provável de buscar equilíbrio das contas públicas", afirmou Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital. Pesquisa Datafolha publicada na noite de quinta-feira mostrava o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados com 50% dos votos válidos. Na semana anterior, Flávio aparecia com 51%, contra 49% de Lula.
Para Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, o empate numérico apontado pelo Datafolha aumentou a cautela neste último pregão antes da eleição. Uma nova bateria de levantamentos estava prevista para sábado, e o debate entre os candidatos na noite desta sexta-feira, na TV Globo, também deveria ocupar as atenções. "O pano de fundo continua prudente, com o mercado esperando o debate e as últimas pesquisas, num pregão de acomodação de carteiras antes da votação", ressaltou o economista sênior da Nomad Vitor Kayo. A expectativa entre agentes financeiros é de forte volatilidade na bolsa na segunda-feira, independentemente do desfecho no domingo.
Entre as blue chips, Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3) subiram, seguindo os ganhos de 3% do petróleo Brent e de 0,6% do minério de ferro em Dalian. Nos bancos, apenas Santander Brasil Unit (SANB11) caiu, 0,79%. O Bradesco (BBDC4) abandonou a queda inicial conforme os operadores absorveram a frustração com o balanço do terceiro trimestre, e os papéis subiram 0,84% (ON) e 0,74% (PN). No exterior, o S&P 500 caiu 0,52%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos e os preços do petróleo subiram.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentarPor
Redação