Ibovespa salta 2,63% e bate máxima desde abril em sessão pré-eleição; só 4 ações caem
O Ibovespa encerrou a última sessão antes do primeiro turno das eleições, nesta sexta-feira (2), com alta de 2,63%, aos 192.114 pontos — o maior patamar de fechamento desde 22 de abril. Na semana, o índice acumulou ganhos de quase 5%.
O dia foi marcado por forte volatilidade. Após os dados de emprego nos Estados Unidos, o índice chegou a flertar com os 190 mil pontos, com ganhos de até 1,40%, mas devolveu os avanços ao longo da manhã e tocou a mínima de 186.144 pontos, pressionado mais pela política doméstica do que pelos indicadores econômicos. Durante a tarde, retomou força e acelerou a alta para mais de 2%, com apoio de Petrobras (PETR3;PETR4), que subiu cerca de 3%.
Apenas quatro ações do índice fecharam em queda: Fleury (FLRY3, -1,05%), Copasa (CSMG3, -0,90%), Minerva (BEEF3, -0,51%) e Assaí (ASAI3, -0,09%). Na ponta positiva, Hapvida (HAPV3) foi o grande destaque, com avanço de quase 12%.
Nos Estados Unidos, foram criados 29 mil postos de trabalho em setembro, bem abaixo dos 90 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. A taxa de desemprego ficou em 4,2%, ante projeção de 4,1%. Em reação, os rendimentos dos Treasuries despencaram, movimento favorável à Bolsa brasileira.
Para Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, o movimento reflete o último dia de montar posições antes do primeiro turno. Segundo ele, dada a forte volatilidade e a expectativa de resultados positivos para candidatos pró-mercado, os investidores retomaram a exposição, especialmente em ativos com baixo potencial de queda em caso de resultado eleitoral negativo, como o setor financeiro.
O analista da Ouro Preto Investimentos Sidney Lima avalia que a proximidade do primeiro turno mantém elevada a demanda por proteção e que, na reabertura de segunda-feira, o resultado eleitoral, a composição do Congresso e as sinalizações sobre política fiscal tendem a ganhar peso na precificação dos ativos brasileiros.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação