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Inteligência Artificial e Inteligência Divina

Atualizado em 08/10/2026 às 19:20 schedule 2 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Na era da inteligência artificial, vivemos também a "visão artificial". Ao apontar o celular para o próprio rosto, publicar uma selfie ou acessar uma página virtual, o usuário é simultaneamente visto pelo que vê. É o que o artigo assinado pelo filósofo e teólogo Elvis Rezende Messias descreve como "paradoxo da vigilância imagética": os grandes olhos que monitoram veem por meio dos nossos olhos. A partir disso, forma-se um banco de dados sobre cada pessoa em centros de processamento que ninguém sabe onde ficam, quem os usa ou como interpretam as informações.

O texto observa que uma imagem equivocada ou limitada de nós é produzida e a máquina delimita um perfil de cada um a partir do que nós mesmos vemos. Para o modelo de inteligência artificial, você é o que você vê. Mas, como dizia Santa Teresinha do Menino Jesus em carta à irmã Céline Martin, "eu sou aquilo que Deus pensa de mim". Na inteligência divina, não somos reduzidos aos cliques ou aos likes.

Segundo o artigo, se no mundo dos algoritmos somos vistos pelo que vemos, no Coração e na Inteligência Divina somos vistos pelo que somos — pessoas amadas, criadas à imagem e semelhança de Deus. A reflexão cita a encíclica Dilexit nos, do Papa Francisco, para quem "eu sou o meu coração", e conclui parafraseando o Evangelho: vós valeis mais do que muitos dados.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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