Jean-Luc Mélenchon enfrenta acusações por incentivar protestos violentos na França
O líder da esquerda radical francesa, Jean-Luc Mélenchon, está no centro de uma crise política depois que o governo de Emmanuel Macron acusou seu partido, o França Insubmissa, de alimentar a onda de violência no país. Durante os protestos do último final de semana de outubro de 2026, autoridades identificaram vínculos entre a legenda e grupos extremistas envolvidos em saques e confrontos com a polícia.
Nascido no Marrocos, Mélenchon iniciou sua militância em organizações trotskistas e passou três décadas no Partido Socialista, onde foi senador e ministro do Ensino Profissional. Rompeu com os socialistas em 2008 e fundou o Partido de Esquerda; em 2016, criou o França Insubmissa, que defende a "revolução cidadã". O Ministério do Interior enquadrou oficialmente a legenda na categoria de extrema esquerda para fins eleitorais.
O programa econômico do partido, "O Futuro em Comum", prevê aumento de impostos sobre grandes fortunas, elevação do salário mínimo, controle de preços de itens básicos e redução da idade de aposentadoria para 60 anos. O grupo também propõe uma nova Constituição, a chamada Sexta República. Na política externa, Mélenchon quer retirar a França da OTAN. O histórico inclui condenação em 2019 por resistir a uma busca na sede do partido, e o governo o ligou ao grupo antifascista Jeune Garde, investigado pela morte de um militante conservador. O presidente do Senado, Gérard Larcher, cogitou discutir a proibição da legenda, enquanto Mélenchon se prepara para concorrer à presidência em 2027.
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