J.K. Rowling diz que sofreu ameaças de morte, estupro e tortura, após escrever textos transfóbicos
A escritora J.K. Rowling, autora da série "Harry Potter", afirmou em novo texto publicado em seu site que sofreu ameaças de morte, estupro e tortura desde que passou a se manifestar sobre questões de gênero, há seis anos. Segundo ela, as opiniões não mudaram apesar do assédio que diz ter recebido desde então.
Rowling relatou que, após reagir a uma publicação que considerou conter "linguagem degradante sobre as mulheres", foi chamada de transfóbica e de termos ofensivos, e que algumas pessoas disseram que ela merecia ser "cancelada, espancada e morta". A autora afirmou que, no novo texto, não escreveu "na esperança de que alguém sinta pena" dela, e pediu que a mesma empatia seja estendida às mulheres que desejam ter suas preocupações ouvidas sem sofrer ameaças ou abusos.
Na publicação, Rowling também declarou que pessoas trans não deveriam ser discriminadas em moradia ou emprego nem privadas de direitos humanos, mas criticou o que descreveu como um ativismo trans "elitista" e um clima de medo e intimidação. A escritora citou ainda o apoio de seu instituto, o J.K. Rowling Women's Fund, a ações judiciais de grupos feministas.
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