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Juiz de origem indígena que atua em Santa Catarina sofre perseguição e preconceito: “Estou vivendo à base de remédios controlados”

Atualizado em 07/08/2026 às 09:20 schedule 2 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um juiz de origem indígena que atua em Santa Catarina relatou, durante evento do Poder Judiciário do estado, que enfrenta perseguição e preconceito no exercício da função. Em discurso, o magistrado afirmou que a situação tem afetado sua saúde, chegando a declarar que vive “à base de remédios controlados”.

O relato foi feito em cerimônia institucional, na qual o juiz compartilhou sua trajetória e as dificuldades enfrentadas desde a nomeação. Ele destacou que o preconceito se manifesta tanto em ambientes internos do Judiciário quanto em situações externas, relacionadas à sua origem étnica. O magistrado não detalhou episódios específicos de discriminação, mas associou o ambiente hostil ao agravamento de seu quadro de saúde.

A declaração ocorre em um contexto em que o Judiciário brasileiro tem discutido a ampliação da diversidade em seus quadros. A presença de um juiz indígena em atividade é considerada rara no país, e o caso ganhou repercussão por trazer à tona as barreiras enfrentadas por minorias na carreira jurídica.

Até o momento, não há informação pública sobre a abertura de procedimento administrativo ou sindicância para apurar os episódios citados pelo magistrado. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina não se manifestou oficialmente sobre o teor do discurso. A fala do juiz, no entanto, reacende o debate sobre as condições de trabalho e a necessidade de políticas de acolhimento para integrantes de grupos historicamente excluídos no sistema de Justiça.

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