Juiz de origem indígena que atua em Santa Catarina sofre perseguição e preconceito: “Estou vivendo à base de remédios controlados”
Um juiz de origem indígena que atua em Santa Catarina relatou, durante evento do Poder Judiciário do estado, que enfrenta perseguição e preconceito no exercício da função. Em discurso, o magistrado afirmou que a situação tem afetado sua saúde, chegando a declarar que vive “à base de remédios controlados”.
O relato foi feito em cerimônia institucional, na qual o juiz compartilhou sua trajetória e as dificuldades enfrentadas desde a nomeação. Ele destacou que o preconceito se manifesta tanto em ambientes internos do Judiciário quanto em situações externas, relacionadas à sua origem étnica. O magistrado não detalhou episódios específicos de discriminação, mas associou o ambiente hostil ao agravamento de seu quadro de saúde.
A declaração ocorre em um contexto em que o Judiciário brasileiro tem discutido a ampliação da diversidade em seus quadros. A presença de um juiz indígena em atividade é considerada rara no país, e o caso ganhou repercussão por trazer à tona as barreiras enfrentadas por minorias na carreira jurídica.
Até o momento, não há informação pública sobre a abertura de procedimento administrativo ou sindicância para apurar os episódios citados pelo magistrado. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina não se manifestou oficialmente sobre o teor do discurso. A fala do juiz, no entanto, reacende o debate sobre as condições de trabalho e a necessidade de políticas de acolhimento para integrantes de grupos historicamente excluídos no sistema de Justiça.
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Por Redação