Lucas Ribeiro contraria direção nacional do PP e intensifica campanha pela reeleição de Lula
O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (Progressistas), decidiu manter o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contrariando a orientação nacional de sua legenda. O Progressistas integra a Federação União Progressista, formada com o União Brasil, que declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada em 8 de outubro, Lucas afirmou que respeita a decisão nacional do partido, mas que não abandonaria o posicionamento adotado durante o primeiro turno. Segundo o governador, sua campanha estadual foi construída em associação com a candidatura presidencial, e mudar de posição após a eleição seria politicamente incoerente.
Na Paraíba, Lucas Ribeiro foi reeleito com 64,3% dos votos válidos, superando Efraim Filho (PL), que obteve aproximadamente 24,1%. O PT integrou a coligação que reelegeu o governador, e o ex-governador João Azevêdo (PSB), também aliado de Lula, conquistou uma vaga no Senado. No primeiro turno, Lula obteve cerca de 61% dos votos no estado.
Após a eleição, o governador participou de reuniões com Lula e outras lideranças em Brasília para discutir a estratégia do segundo turno. Em 7 de outubro, reuniu presidentes de partidos e representantes de sua base política em João Pessoa para organizar a mobilização em favor da reeleição presidencial, envolvendo lideranças municipais, parlamentares e integrantes de diferentes legendas. O objetivo declarado é ampliar a votação do presidente na Paraíba e aproximar setores que estiveram em campos opostos na disputa estadual.
A relação entre Lucas e Lula foi construída antes da eleição. O governador assumiu o comando do estado em 2026, após a saída de João Azevêdo para disputar o Senado, e construiu sua candidatura à reeleição com apoio de partidos ligados ao presidente, destacando investimentos federais e a cooperação entre governo estadual e União.
No Nordeste, cinco governadores aliados de Lula conquistaram novos mandatos no primeiro turno, em 4 de outubro: Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba; e Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe. No cenário nacional, dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, dez apoiaram Flávio Bolsonaro, cinco apoiaram Lula, quatro adotaram neutralidade e um esteve alinhado a outra candidatura. Em sete unidades da Federação, a disputa para governador será decidida em 25 de outubro, junto com a votação presidencial.
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Por Redação