Lula x Flávio: veja as principais frases do primeiro debate do 2º turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram neste domingo (18) do primeiro debate presidencial do segundo turno das eleições de 2026, promovido pela Band. A uma semana da votação, os candidatos divergiram sobre os rumos da economia, o combate ao crime organizado, o futuro do SUS e a relação do Brasil com os Estados Unidos. Flávio chegou ao encontro após terminar o primeiro turno com vantagem de 1,87 ponto percentual sobre Lula.
Além das trocas de acusações, os dois apresentaram propostas de governo e protagonizaram declarações que sintetizam suas principais diferenças. No combate ao crime organizado, Flávio prometeu recuperar os territórios tomados e afirmou que as Forças Armadas vão tomar conta das fronteiras, com tropas de elite de Exército, Marinha e Aeronáutica. Lula, por sua vez, disse que o crime organizado já vem sendo combatido "da esquina ao andar de cima" e defendeu a aprovação da PEC da Segurança, com "proteção para o trabalhador e para a comunidade" e "prisão para o bandido".
Na economia, o senador prometeu comprar a dívida das famílias com os bancos por um valor menor e criar o Ministério da Prosperidade, com a Caixa como "o banco da prosperidade". Lula rebateu com a defesa da distribuição de renda — "muito dinheiro na mão de poucos significa pobreza e miséria, e pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de renda" — e afirmou que a melhor forma de resolver a dívida pública é a economia voltar a crescer. O petista também prometeu continuar aumentando o salário mínimo para ampliar o poder de compra.
Sobre o SUS, Flávio disse querer levar o "padrão Einstein" à rede pública, com atendimento sem fila e com hora marcada. Lula questionou se o adversário pretende privatizar o sistema. O senador ainda defendeu a castração química para estupradores e disse ter votado a favor do fim da escala 6x1. Lula criticou a proposta de punir as saídas temporárias de presos por causa de erros individuais e encerrou o debate defendendo a continuidade das políticas sociais e a preservação das empresas estatais, enquanto Flávio voltou a prometer redução dos gastos públicos e medidas para elevar o poder de compra das famílias.
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