— Carregando clima…
Última Hora
• Fim da escala 6×1 pode ser aprovado nesta quarta após mudança de posição de Flávio Bolsonaro • Professor Elias Jabbour desafia coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro para debate: “Será uma oportunidade para mostrar como eles mentem para o Brasil” • O futuro da favela não cabe na urna • Bolsonaristas comemoram circulação de foto falsa de mulher usando drogas, associada indevidamente a uma manifestação de Lula: “Tá dando muito certo, fazendo estrago. Continuem espalhando” • Diferença de Flávio Bolsonaro para Lula cai de 6 para 2 pontos em menos de uma semana, mostra nova pesquisa PoderData • Mais de 3 milhões de eleitores ausentes no Rio levantam questão sobre milícias • Pedro Parente não declara voto, mas vê em Flávio risco de concentração de poder com vitória da direita no Congresso • Como 'Breaking Bad' e RJ Mitte mudaram a percepção sobre a paralisia cerebral • Fim da escala 6×1 pode ser aprovado nesta quarta após mudança de posição de Flávio Bolsonaro • Professor Elias Jabbour desafia coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro para debate: “Será uma oportunidade para mostrar como eles mentem para o Brasil” • O futuro da favela não cabe na urna • Bolsonaristas comemoram circulação de foto falsa de mulher usando drogas, associada indevidamente a uma manifestação de Lula: “Tá dando muito certo, fazendo estrago. Continuem espalhando” • Diferença de Flávio Bolsonaro para Lula cai de 6 para 2 pontos em menos de uma semana, mostra nova pesquisa PoderData • Mais de 3 milhões de eleitores ausentes no Rio levantam questão sobre milícias • Pedro Parente não declara voto, mas vê em Flávio risco de concentração de poder com vitória da direita no Congresso • Como 'Breaking Bad' e RJ Mitte mudaram a percepção sobre a paralisia cerebral
Ver Todas

Mais de 3 milhões de eleitores ausentes no Rio levantam questão sobre milícias

Atualizado em 14/10/2026 às 13:20 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Mais de 3 milhões de eleitores teriam deixado de comparecer às urnas no Rio de Janeiro no primeiro turno das eleições de 2026, segundo números que ainda precisam ser confrontados com a totalização oficial da Justiça Eleitoral. A dimensão da abstenção levanta uma pergunta relevante em um estado onde organizações criminosas exercem controle territorial sobre diversas comunidades: quantas pessoas não votaram por razões pessoais e quantas podem ter enfrentado algum tipo de intimidação ou restrição ao exercício de seus direitos políticos?

O Rio de Janeiro possui aproximadamente 12,9 milhões de eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso seja confirmado o número superior a 3 milhões de ausentes, a taxa estadual ultrapassaria 23%, acima da média nacional de 21,08% registrada no primeiro turno. No Brasil, 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas em 4 de outubro, um dos índices mais elevados das últimas décadas. Pesquisa Datafolha sobre a abstenção identificou motivos como viagens, problemas de saúde, desinteresse político e compromissos de trabalho — dados que ajudam a compreender o fenômeno nacional, mas não esclarecem necessariamente as particularidades de cada região do Rio.

A atuação de milícias no Rio é um problema documentado por investigações policiais, operações do Ministério Público e estudos sobre segurança pública. Esses grupos, frequentemente formados ou comandados por agentes e ex-agentes de segurança, exercem controle sobre territórios e atividades econômicas, incluindo transporte, fornecimento de serviços e comércio local. O domínio territorial também pode produzir consequências políticas, especialmente quando moradores ficam sujeitos a ameaças, coerção ou restrições impostas por organizações armadas. Isso não significa, entretanto, que a abstenção registrada em 2026 tenha sido provocada por esses grupos: até o momento, os elementos apresentados não demonstram relação causal entre a ausência de eleitores e a atuação de milícias.

Para verificar se organizações criminosas influenciaram o comparecimento, seria necessário cruzar os índices de abstenção por zona e seção eleitoral com informações sobre controle territorial, denúncias de intimidação e registros das autoridades. Uma apuração consistente deveria identificar os municípios e bairros com maiores taxas de ausência, comparar os dados com eleições anteriores e distinguir regiões dominadas por milícias daquelas sob influência de outras organizações criminosas, evitando atribuir a um único fenômeno situações que podem ter causas diferentes. A diferença entre resultados eleitorais e pesquisas de intenção de voto, por sua vez, não comprova fraude, intimidação ou interferência criminosa, já que pesquisas são estimativas sujeitas a margens de erro e variações metodológicas.

A pergunta central permanece aberta: os eleitores deixaram de votar por motivos semelhantes aos observados no restante do país ou existem fatores locais que exigem uma resposta específica das instituições? Em uma democracia, a ausência de milhões de eleitores deve ser compreendida antes de receber explicações definitivas. No Rio de Janeiro, onde o poder territorial de organizações armadas é um problema reconhecido pelas autoridades, investigar possíveis obstáculos ao exercício do voto é uma questão de interesse público.

Esta matéria foi publicada primeiro em Pragmatismo Político e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Brasil Fim da escala 6×1 pode ser aprovado nesta quarta após mudança de posição de Flávio Bolsonaro Imagem: Ton Molina | Agência Senado O Senado Federal poderá concluir nesta quarta-feira (14) a votação da… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Redação