Moda ‘western’ influenciou o consumo e o comportamento, avaliam influenciadoras
O estilo western ganhou espaço na cultura pop e passou a influenciar o consumo e o comportamento, segundo avaliação de influenciadoras que participaram de um painel durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF). Música, audiovisual e moda ampliaram o interesse do consumidor pelo estilo de vida da fazenda e pela cultura equestre.
Para a blogueira Marcela Matteucci Noleto Sala, conhecida como Lalá Noleto, que produz conteúdo sobre cultura interiorana, as marcas descobriram o potencial de engajamento do campo e o dinheiro que vem de lá. "A tendência 'cowboycore' traz a relação com natureza, com uma vida simples. Em um mundo tão pasteurizado, de inteligência artificial, as pessoas estão buscando isso", analisou durante o painel sobre "a Influência do mundo western no comportamento e no consumo".
O termo western faz referência ao faroeste, gênero marcado por relatos do Velho Oeste americano durante a expansão da fronteira do país, com pistoleiros e cavalos. Embora não exista um Velho Oeste brasileiro, elementos da moda como botas, chapéus, franjas, jeans e o quadriculado ganham destaque, avalia Noleto. Segundo ela, séries como "Yellowstone" e músicos como Beyoncé e Post Malone, com álbuns recentes influenciados pelo country, ajudaram a impulsionar essa onda.
Dados da ferramenta Google Trends apontam que a frequência de buscas pelos termos "women's cowboy boots" e "men's cowboy boots" cresceu 250% e 300%, respectivamente. Grandes grifes americanas também incorporaram elementos do western em desfiles, e a Polo Ralph Lauren lançou uma coleção com camurça, jaquetas yokes, bordado e franjas.
A influenciadora alagoana Maria Paula Maia, atleta de esportes equestres que dedica parte de suas publicações no Instagram aos cavalos e ao universo da moda country, compartilha da mesma visão. "Não foi a moda que me trouxe para o estilo de vida do campo, foi o cavalo que me trouxe para a moda. Eu amava o estilo de vida e as marcas começaram a me procurar", contou. Hoje embaixadora da Chevrolet e do BTG Pactual, ela afirma que as tendências deixaram de ser um movimento exclusivo do campo. "Conseguimos furar a bolha da cidade e a cidade começou a furar nossa bolha. Eles viram o nosso potencial financeiro", apontou.
Noleto compartilha dessa avaliação. "O mercado começou a perceber a força financeira do agronegócio, então estão buscando a fatia do bolo deles dentro desse mundo. E essa cultura [country] está no DNA", disse.
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Por Redação