— Carregando clima…
Última Hora
• Governo Trump pediu a aliados que retirassem apoio a conferência europeia que tratou EUA como “ameaça” • Venezuela inicia renovação de juízes para tentar reformar sua Suprema Corte • Nunes Marques aciona PF para investigar ameaças a servidores da Justiça Eleitoral • Fujimori anuncia comando militar para combater o crime no Peru e pede cooperação internacional • Fux pede acesso a processos contra Jair Bolsonaro no STF • TRE-RJ suspende propaganda eleitoral gratuita no RJ até domingo  • Negar o feminicídio não ressuscita as mulheres assassinadas • Renan Santos ironiza Augusto Cury após escritor declarar apoio a Flávio Bolsonaro, a quem criticou duramente durante a campanha • Governo Trump pediu a aliados que retirassem apoio a conferência europeia que tratou EUA como “ameaça” • Venezuela inicia renovação de juízes para tentar reformar sua Suprema Corte • Nunes Marques aciona PF para investigar ameaças a servidores da Justiça Eleitoral • Fujimori anuncia comando militar para combater o crime no Peru e pede cooperação internacional • Fux pede acesso a processos contra Jair Bolsonaro no STF • TRE-RJ suspende propaganda eleitoral gratuita no RJ até domingo  • Negar o feminicídio não ressuscita as mulheres assassinadas • Renan Santos ironiza Augusto Cury após escritor declarar apoio a Flávio Bolsonaro, a quem criticou duramente durante a campanha
Ver Todas

Negar o feminicídio não ressuscita as mulheres assassinadas

Atualizado em 09/10/2026 às 11:50 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano reafirmou, em entrevista à Folha de S.Paulo publicada em 4 de outubro, sua oposição à tipificação do feminicídio e defendeu que assassinatos de mulheres cometidos por parceiros sejam compreendidos como crimes passionais. A posição, segundo análise do advogado criminalista Marcelo Aith, merece ser examinada para além das paixões partidárias.

Os dados oficiais ajudam a dimensionar o debate. Conforme o Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Ministério das Mulheres com base em informações do Sinesp, o Brasil registrou 848 vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026, ante 876 no mesmo período de 2025 — redução de 3,2%. Em São Paulo, dados divulgados pelo governo estadual mostram que, das 270 vítimas registradas em 2025, 72% não haviam feito boletim de ocorrência anterior e apenas 22% tinham solicitado medida protetiva.

A Lei nº 14.994/2024 transformou o feminicídio em crime autônomo, previsto no artigo 121-A do Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão. A norma considera que existem razões da condição do sexo feminino quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Não se exige, portanto, que o agressor declare ódio às mulheres em geral nem que escolha vítimas indiscriminadamente. O enquadramento depende das circunstâncias previstas na lei e das provas de cada caso, com respeito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência — o que é diferente de questionar a própria existência da categoria penal.

A análise observa ainda que a expressão “crime passional” não constitui categoria jurídica capaz de afastar automaticamente a responsabilidade penal. O artigo 28, inciso I, do Código Penal estabelece que emoção e paixão não excluem a imputabilidade. Quando o sentimento de posse se manifesta no controle da autonomia da mulher e na punição por contrariar a vontade do agressor, ele pode ser justamente um dos elementos a serem investigados no contexto de violência doméstica.

O texto sustenta que o ponto central não é escolher entre feminicídio e combate à violência contra a mulher, pois a legislação já estabeleceu que uma coisa integra a outra. A Lei Maria da Penha prevê atuação articulada de segurança, Justiça, assistência social e saúde, além de atendimento policial especializado e ações de prevenção. Negar o nome jurídico de um crime, conclui, não devolve a vida às mulheres assassinadas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Pragmatismo Político e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Ciência MGLU3: Por que Magalu subiu 5,5% nesta 5ª depois de já ter saltado 27% na semana? As ações do Magazine Luiza (MGLU3) registraram forte alta nesta quinta-feira (8), ainda que fechando longe… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Redação