Netinho morre aos 60 anos como nome masculino incontornável da 'axé music', galã da era de ouro das levadas loucas
O cantor e compositor Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido como Netinho, morreu nesta terça-feira (13) em um hospital de Salvador (BA), aos 60 anos, em decorrência de complicações de um câncer no sistema linfático. Nascido em 12 de julho de 1966, ele se consolidou como um dos principais nomes masculinos do axé music, gênero que teve nas décadas de 1980 e 1990 seus anos de ouro.
Revelado em 1988 como vocalista da Banda Beijo, Netinho permaneceu no grupo até 1992. Nesse período, deu voz a sucessos como "Beijo na boca" (João Guimarães e George Dias, 1988), seu primeiro hit, e "Barracos (Escombros)" (Tenilson Del Rey, 1992). Em 1993, iniciou carreira solo promovido pela gravadora Philips como um galã do axé, com o álbum "Um beijo pra você", do qual saiu o hit "Capricho dos deuses" (Jau e Jorge Zarath). Na sequência, lançou "Nada vai nos separar" (1994) e "Netinho" (1995), disco que trouxe "Preciso de você" (Gigi Cerqueira e Boca).
O auge da carreira veio em 1996, com o álbum ao vivo "Netinho ao vivo!", que ultrapassou a marca de um milhão de cópias vendidas e amplificou o alcance de "Milla", canção de Manno Góes e Tuca Fernandes lançada em 1995 pela banda Jheremmias Não Bate Corner e popularizada em todo o Brasil na voz de Netinho. O êxito da faixa ultrapassou as fronteiras brasileiras. Ainda emplacaria "Me leva" (Gigi Cerqueira e Jau, 1997).
Com o declínio progressivo do axé music a partir dos anos 2000, o cantor não repetiu o sucesso de outrora com álbuns como "Rádio Brasil" (1998), "Clareou" (1999), "Corpo & cabeça" (2000) e o ao vivo "Terra carnavalis" (2001). Tentou outras levadas em "Zuêra" (2003), no qual interpretou sucessos de Jorge Ben Jor, Marcos Valle e Rita Lee, e no forró de "Uma noite no forró elétrico" (2012). Nos últimos anos, entrou na era dos singles com "Sinalzinho de esperança" (2023) e "Obrigado meu Deus" (2025).
Em 2026, voltou aos hits do passado no álbum "Grandeza e simplicidade", gravado ao vivo em dezembro de 2025 e lançado em 12 de julho, com 19 músicas distribuídas em 14 faixas. Netinho deixa uma discografia que marcou a era de ouro das levadas loucas na Bahia.
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Por Redação