O alerta do Pe. Como em Milão: faltam família e comunidade aos jovens da guerrilha
O vigário episcopal para a Educação da Arquidiocese de Milão, Pe. Como, comentou os distúrbios registrados no último fim de semana que, além da França, também se repetiram na capital lombarda italiana. Em sua avaliação, os jovens envolvidos nos episódios “se movem como um bando, excluídos de tudo e sem futuro”.
Segundo o religioso, a leitura desses acontecimentos não pode se limitar ao episódio em si. A ausência de vínculos familiares e de pertencimento comunitário aparece, na visão do vigário, como pano de fundo para a ação coletiva de jovens que se sentem fora de qualquer perspectiva.
Diante desse cenário, Pe. Como afirma que a Igreja não fecha os olhos. A resposta, segundo ele, se dá por meio de iniciativas concretas, que vão dos oratórios aos projetos desenvolvidos nas periferias — espaços de acolhimento e de construção de referências para quem vive à margem.
A comparação com o que ocorreu na França reforça o caráter transnacional do fenômeno, que se manifesta também em território italiano. Para o vigário episcopal, o enfrentamento dessas situações passa pela recomposição de laços: família e comunidade são apontadas por ele como dimensões que faltam a esses jovens.
O posicionamento da Arquidiocese de Milão sinaliza que a atenção às periferias e aos oratórios segue como frente de atuação da Igreja na cidade, em resposta a episódios que expõem a exclusão de parte da juventude.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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