O ambientalismo cristão é o melhor ambientalismo
O biólogo Tiago Pereira, coordenador nacional dos Grupos de Estudo da Associação Brasileira de Cristãos na Ciência (ABC2) e líder do núcleo ABC2 Ecoteologia, é o autor de Cultivando o jardim, obra que integra a nova coleção Fundamentos, lançada pela entidade. O livro propõe as linhas gerais de um ambientalismo cristão, tema lembrado em 4 de outubro, data em que tradicionalmente termina o “Tempo da Criação”, período de reflexão adotado por várias igrejas e comunidades cristãs.
Segundo a apresentação da obra, o ambientalismo cristão reúne boa teologia, boa ecologia e boa antropologia. O texto parte da ideia de que a criação é um trabalho cooperativo — Deus cria e faz a criação criar — e de que o ser humano não está no mesmo nível ontológico das demais criaturas, mas também não recebeu carta branca para dispor do mundo como quiser.
Entre os pontos destacados no livro estão a deficiência do conceito de “mordomia” da criação, que reduz a natureza a uma lista de recursos a administrar, e a apresentação de outros dois modelos bíblicos: o rei-pastor e o sacerdote-jardineiro. A obra também recapitula os efeitos do pecado original sobre toda a criação e contesta as acusações de Lynn White, para quem o cristianismo teria sido o grande responsável pela devastação ambiental.
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Por Redação