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O cirurgião do Papa: não há contraindicações médicas para viajar à América do Sul

Por Suporte NewsPro
Atualizado em 17/10/2026 às 18:55 schedule 3 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O professor Stefano Margaritora, cirurgião que operou o Papa Leão XIV no último dia 13 de outubro, afirmou em entrevista à mídia vaticana que não há impedimentos médicos para que o Pontífice realize a viagem apostólica à América Latina, prevista para o período de 6 a 17 de novembro. "Eu diria que não há contraindicações médicas que impeçam a realização desta viagem", declarou. Margaritora é professor de Cirurgia Torácica na Universidade Católica do Sagrado Coração e diretor da Unidade de Cirurgia Torácica da Fundação Hospital Universitário Agostino Gemelli (IRCCS).

Segundo o médico, no momento da alta hospitalar o Papa apresentava condições clínicas "absolutamente satisfatórias", com exames de sangue e função cardíaca normais. A reexpansão do pulmão após a cirurgia, segundo ele, progride conforme o esperado. A operação durou cerca de 90 minutos, foi realizada com técnica videoassistida e consistiu na retirada do lobo inferior do pulmão direito. Questionado sobre a complexidade do procedimento, Margaritora foi direto: "Seria desonesto em dizer que era muito complicada para fazer feitos heroicos. Na realidade, a operação do Santo Padre foi uma operação de rotina."

O cirurgião relatou que a descoberta do adenocarcinoma de pulmão foi casual, durante exames abdominais de rotina que revelaram uma pequena mancha na base dos pulmões. Ele destacou que o câncer de pulmão, sobretudo em estágios iniciais, é assintomático — como no caso do Pontífice, que não apresentava sintomas respiratórios. Por isso, defendeu a importância de exames preventivos periódicos para a população em geral, especialmente para grupos de risco, não apenas para tipos de câncer que já contam com rastreamento em massa, como o de mama e o de cólon.

Sobre a convalescença, Margaritora estimou que uma recuperação física verdadeiramente completa leva cerca de duas semanas. Como quase uma semana já se passou, ele acredita que o Papa poderá estar totalmente recuperado em cerca de dez dias. O médico também elogiou o comportamento do paciente: "O Papa Leão foi um paciente ideal. Não digo isso para bajulá-lo, mas ele realmente foi um paciente que não causava o menor problema à equipe que cuidava dele." Segundo ele, o Pontífice seguiu todas as orientações dietéticas e de fisioterapia e, no segundo dia após a cirurgia, já fazia um pouco mais do que o solicitado.

Ao comentar o significado de operar o Papa, o cirurgião descreveu a experiência como uma emoção profunda. Ele contou que, antes da anestesia, disse ao Pontífice que a equipe reunida na sala era a "equipe dos sonhos", e o Papa sorriu. "Você sabe que tem todos os olhos do mundo voltados para você, porque ele não é apenas um chefe de Estado: é um líder de fiéis espalhados pelo mundo todo", afirmou.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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