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O trabalho humano na era da inteligência artificial

Atualizado em 01/10/2026 às 06:15 schedule 2 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um artigo do padre Robson Antonio da Silva examina quais critérios antropológicos e sociais devem orientar a incorporação da inteligência artificial ao mundo do trabalho. A partir de pesquisa bibliográfica e análise documental de encíclicas e declarações da Igreja — de Rerum novarum a Magnifica humanitas, passando por Gaudium et spes, Laborem exercens, Dignitas infinita e Antiqua et nova —, o texto identifica a continuidade do princípio da primazia da pessoa que trabalha.

O estudo sustenta que a dignidade humana é anterior ao emprego e ao desempenho, mas exige condições concretas de participação, proteção e formação no processo de transformação tecnológica. A leitura dos números 148 a 156 da encíclica de Leão XIV permite, segundo o autor, identificar responsabilidades de empresas, Estado, organizações de trabalhadores e comunidades cristãs.

A conclusão é que uma inovação tecnicamente eficaz só constitui progresso humano quando distribui de forma justa seus benefícios e custos e amplia as condições de trabalho digno. O artigo observa ainda que a automação pode retirar das pessoas trabalhos pesados e repetitivos, mas alerta que o problema surge quando a promessa de eficiência encobre a desqualificação profissional e a perda da capacidade de agir e inovar por parte dos trabalhadores.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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