Onda de violência na França atinge escolas e deixa milhares de detidos
Protestos iniciados em escolas francesas contra a precariedade do ensino se espalharam pelo país e terminaram em confrontos com a polícia, saques e incêndios. No último fim de semana, as manifestações deixaram cerca de 2,4 mil pessoas detidas e causaram prejuízos milionários ao comércio e ao setor público, o que levou o governo a adotar restrições de circulação.
A crise começou em 17 de setembro, no colégio Saint-Exupéry, nos arredores de Paris, quando professores entraram em greve por falta de funcionários e recursos e os alunos aderiram bloqueando o acesso à escola. Vídeos dos bloqueios viralizaram nas redes sociais, e o movimento, que reclamava de salas superlotadas e prédios deteriorados, chegou a afetar mais de mil unidades de ensino. A violência atingiu níveis alarmantes, com o incêndio criminoso de 24 escolas que não podem reabrir e cerca de 3 mil estabelecimentos comerciais atacados.
O governo do presidente Emmanuel Macron culpou a esquerda radical e criminosos oportunistas pelos ataques, enquanto a direita nacionalista criticou a incapacidade das autoridades de manter a ordem. A polícia estabeleceu toques de recolher noturnos em áreas comerciais de Paris e restrições para menores em outras cidades. O ministro do Interior pediu demissão após o fim de semana violento, mas Macron recusou o pedido.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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