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Os músicos Cristovão Bastos e Mauro Senise aprontam o álbum 'É luxo só' em celebração do compositor Ary Barroso

Atualizado em 16/10/2026 às 18:35 schedule 2 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O pianista Cristovão Bastos e o saxofonista e flautista Mauro Senise gravaram, em 5 e 6 de outubro, o álbum “É luxo só”, um tributo ao compositor mineiro Ary Barroso (1903–1964). As sessões ocorreram no estúdio da gravadora Biscoito Fino, na cidade do Rio de Janeiro, e reuniram 14 músicas em dois dias de trabalho.

O disco, intitulado “É luxo só – Cristovão Bastos e Mauro Senise tocam Ary Barroso”, tem a participação do guitarrista Leo Amuedo. Os dois instrumentistas cariocas dedicam o projeto à obra de Ary Barroso, considerada um dos pilares da música brasileira produzida entre os anos 1930 e 1950, antes da ruptura estética provocada pela Bossa Nova.

O repertório inclui sambas consagrados do compositor, como “Aquarela do Brasil” (1939), “Morena Boca de Ouro” (1941) e “Na Baixa do Sapateiro” (1938), além da faixa-título “É luxo só”, parceria de Ary Barroso com Luiz Peixoto de 1957.

Outra música do álbum é “No rancho fundo” (1931), originalmente um samba-canção que, ao longo dos anos, migrou para o universo sertanejo em razão da temática ruralista da letra escrita por Lamartine Babo (1904–1963) para a melodia de Ary Barroso. A canção teve letra original do desenhista J. Carlos, sob o título “Na grota funda”.

A obra de Ary Barroso atravessou gerações e foi abraçada pela Bossa Nova por meio de João Gilberto (1931–2019) e Tom Jobim (1927–1994). O álbum “É luxo só” amplia essa ponte entre o repertório do compositor mineiro e a interpretação instrumental contemporânea.

Esta matéria foi publicada primeiro em Cultura · G1 Pop & Arte e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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