— Carregando clima…
Última Hora
• Taxas longas têm baixas firmes sob influência de eleição e Treasuries • S&P 500 e Nasdaq fecham em baixa com alta do petróleo; ações de chips pesam • Central sindical cita “industricídio” na Argentina e usa cartaz das Malvinas na Copa • Inteligência Artificial e Inteligência Divina • Primeira Festa de São Carlo Acutis após a canonização é celebrada em São Paulo • Vírus respiratórios ainda estão em alta no país, alerta Fiocruz • Aedes aegypti: quase metade dos municípios está em alerta ou risco • Santa Sé na ONU: moratória das execuções como passo para abolir a pena de morte • Taxas longas têm baixas firmes sob influência de eleição e Treasuries • S&P 500 e Nasdaq fecham em baixa com alta do petróleo; ações de chips pesam • Central sindical cita “industricídio” na Argentina e usa cartaz das Malvinas na Copa • Inteligência Artificial e Inteligência Divina • Primeira Festa de São Carlo Acutis após a canonização é celebrada em São Paulo • Vírus respiratórios ainda estão em alta no país, alerta Fiocruz • Aedes aegypti: quase metade dos municípios está em alerta ou risco • Santa Sé na ONU: moratória das execuções como passo para abolir a pena de morte
Ver Todas

Outubro Rosa: tratamento termina, mas medo do câncer pode permanecer

Atualizado em 08/10/2026 às 18:40 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

As campanhas do Outubro Rosa costumam concentrar informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Há, no entanto, uma dimensão menos discutida: o período que se segue ao fim do tratamento, quando muitas mulheres continuam convivendo com o medo de que a doença volte.

“Enquanto familiares e amigos celebram a remissão e esperam que a vida volte ao normal, a mulher pode continuar convivendo com medos, inseguranças e transformações que não desaparecem com o fim do tratamento”, afirma a psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira, em artigo. Segundo ela, durante meses a paciente enfrenta uma rotina intensa de hospital, médicos e exames. Quando a quimioterapia e a radioterapia terminam, esse contato diminui e tem início uma nova etapa, marcada por incertezas e pelo temor da recidiva.

Laís avalia que, assim como o acompanhamento médico segue importante, o suporte emocional também pode precisar continuar, respeitando o ritmo de cada mulher. Ela observa que muitas pacientes mantêm medicação por até cinco anos e sentem fadiga e outros efeitos desse tratamento de acompanhamento. “O corpo dessa mulher mudou. Ela tem cicatriz, às vezes perdeu uma mama, ganhou uma nova mama que ela ainda não se identifica”, diz. Segundo a psicóloga, essas mudanças podem afetar a autoestima, o desejo e a forma como a mulher se reconhece no espelho, repercutindo também na sexualidade e na intimidade com o parceiro.

A médica mastologista e radiologista Renata Reis Pinto, com atuação no Instituto Nacional de Câncer (Inca), lembra que o câncer de mama ainda é uma doença cercada de estigmas e, na prática clínica, visto como uma sentença de morte. Para ela, é importante oferecer à paciente um tratamento multidisciplinar, com assistente social e psico-oncologia, capaz de identificar quando o medo é intenso a ponto de exigir medicação.

Josiane Fernandes, 48 anos, de Volta Redonda, no sul fluminense, descobriu o câncer de mama no início de 2025 e confirmou o diagnóstico em março daquele ano. O tratamento com cirurgia, quimioterapia e imunoterapia durou cerca de um ano e três meses. “O tratamento pode terminar, mas o medo nem sempre termina junto. Até hoje, numa consulta de rotina, num exame, eu entro em pânico”, relata. Segundo estimativa do Inca para este ano, o tumor de mama é o mais incidente entre as mulheres, com 30% dos casos. A estimativa é de 78.610 casos novos por ano no Brasil no triênio de 2026 a 2028, com risco de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres.

Esta matéria foi publicada primeiro em Saúde · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Saúde Vírus respiratórios ainda estão em alta no país, alerta Fiocruz Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por vírus respiratório demonstram que o rinovírus, o… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Redação