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Para quem Milei torce na eleição brasileira?

Por Redação
Atualizado em 19/10/2026 às 09:20 schedule 2 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno não se resume a alinhamentos ideológicos automáticos. Para o economista Otaviano Canuto, professor da George Washington University e ex-vice-presidente do BID, a conjuntura global que o próximo presidente encontrará será "muito mais complexa" do que a atual. Ele lembra que o alinhamento ideológico de cada candidato não elimina tensões com governos que, a princípio, seguem a mesma linha.

O professor Vinícius Mariano de Carvalho, do King's College de Londres, descreve o cenário como uma "surrealpolitik": um aliado de hoje pode ser o rival de amanhã, e esse amanhã já começa no ano que vem. Os especialistas apontam três desafios imediatos na política externa: reconstruir a relação com os Estados Unidos, encontrar uma posição pacífica na competição entre Washington e Pequim e reorganizar a coordenação política e econômica em uma América do Sul fragmentada.

Em caso de reeleição, Lula enfrentaria uma relação mais conflituosa com a Casa Branca de Donald Trump, que já elevou tarifas sobre produtos brasileiros. Já Flávio Bolsonaro teria proximidade com os EUA, mas também pressão para se afastar da China — custo econômico e político alto para o Brasil, segundo Feliciano de Sá Guimarães, do Cebri. Para ele, ambos precisarão convencer Washington de que o Brasil não é um rival dos Estados Unidos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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