Petrobras além dos R$ 900 bi de valor? Até onde ação pode ir após saltar 100% no ano
As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) recuaram cerca de 3% na última segunda-feira (19), mas seguem com valorização próxima de 100% em 2026. Até o dia 19 de outubro, PETR3 avançavam 109,41%, a R$ 64,54, e PETR4 subiam 99,04%, a R$ 58. As máximas históricas foram registradas na sexta-feira anterior (16), quando a estatal atingiu valor de mercado de R$ 820 bilhões.
Apesar do salto no ano, analistas veem espaço para novas altas. Em relatório da última semana, o Bradesco BBI reforçou a Petrobras entre suas preferidas do setor de petróleo, com preço-alvo de R$ 62 para PETR4 e visão outperform (desempenho acima da média do mercado). O banco cita a combinação de menor risco político percebido, produção acima das expectativas e a perspectiva de margens de refino potencialmente mais elevadas em 2027 — fatores que podem sustentar revisões de resultados e uma reavaliação das ações.
O Bank of America projeta que a companhia supere os R$ 900 bilhões de valor de mercado, com preço-alvo de R$ 70 para os papéis ON e PN. Para os analistas, o mercado ainda subestima os ganhos estruturais do pré-sal, tratando esses ativos como campos convencionais do pós-sal e ignorando características geológicas que permitem maior recuperação de petróleo, produção mais elevada por poço, platôs mais longos e declínio mais lento. O banco elevou as projeções de produção para 2,94 milhões de barris por dia em 2027 e 3,08 milhões em 2028, acima das metas do plano de negócios da estatal, de cerca de 2,6 milhões e 2,7 milhões, respectivamente.
Dados da ANP indicaram produção de 2,96 milhões de barris por dia em setembro de 2026, alta de 1% sobre agosto. No terceiro trimestre, a média foi de 2,89 milhões de barris por dia, avanço de 6% ante o trimestre anterior e acima dos 2,77 milhões projetados pelo consenso. Os analistas avaliam que o desempenho reforça a expectativa de revisões para cima nas estimativas de produção e pode resultar em projeções maiores de Ebitda, lucro e geração de caixa. O BofA estima FCFE yield de 18,4% em 2027 e 12,5% em 2028, além de dividend yield de 11,2% e 8,3% nos mesmos anos.
Itaú BBA e BTG Pactual também reiteraram recomendação positiva para PETR4, com preço-alvo de R$ 64 no caso do Itaú BBA. O BTG projeta yield de fluxo de caixa ao acionista de cerca de 11% em 2027 e dividend yield de aproximadamente 9%, assumindo Brent a US$ 70 por barril. Compilado da Reuters com 9 analistas que cobrem PETR4 mostra 8 recomendações de compra e 1 de manutenção, com preço-alvo médio de R$ 60,94 — potencial de valorização de 5% sobre o fechamento de segunda-feira.
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