Petróleo fecha em alta, ponderando sinais de oferta, e avança na semana
Os contratos futuros do petróleo encerraram em alta nesta sexta-feira, 9, após um pregão volátil, com os investidores ponderando preocupações sobre a oferta em um mercado mais restrito por causa da guerra no Oriente Médio.
Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para dezembro fechou com alta de 0,42% (US$ 0,44), a US$ 104,72 o barril. Na Nymex, o WTI para novembro subiu 0,39% (US$ 0,36), a US$ 91,85 o barril. No acumulado da semana, o Brent avançou 2,41% e o WTI, 0,81%.
Durante a tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano fará em breve um "grande anúncio" sobre o diesel, em meio ao aumento recorde do derivado nas últimas semanas. O republicano voltou a dizer que a guerra no Irã terminará "de um jeito ou de outro", sem a obrigação de um acordo com o regime persa, e afirmou que mais de 28 milhões de barris de petróleo cruzaram o Estreito de Ormuz na quinta-feira.
Em movimento que alivia parte da pressão sobre os fluxos, a Saudi Aramco informou a refinadores europeus que fornecerá todo o óleo solicitado para novembro, depois que o principal oleoduto saudita retomou as operações após ataques. Ainda assim, as hostilidades crescentes no Oriente Médio seguem sustentando um prêmio de risco geopolítico elevado nos preços da commodity, com muitos analistas projetando interrupções prolongadas no fornecimento até o início de 2027.
Forças do governo do Iêmen afirmaram nesta sexta ter assumido o controle total do Estreito de Bab el-Mandeb e dito que "limparam a área" de militantes Houthis, enquanto um novo incidente com uma embarcação foi relatado próximo aos Emirados Árabes Unidos. Nos Estados Unidos, o furacão Isaias obrigou alguns dos principais produtores a interromper a produção na costa do Golfo do México, colocando em risco refinarias importantes da região e ameaçando agravar a escassez em um mercado de derivados já restrito.
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Por Redação