Por que furacões têm nome de pessoas? Entenda como funciona a nomeação dos ciclones
O furacão Simon atingiu o México nesta segunda-feira (12), com ventos de até 175 km/h, o que o classifica como categoria 2. O fenômeno reacende uma dúvida comum: de onde vêm os nomes dados aos furacões? Ao contrário do que muitos acreditam, não são apenas nomes femininos. A entidade responsável pela nomeação dos ciclones é a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Segundo a OMM, nomear furacões é a maneira mais rápida de comunicar alertas, aumentar a conscientização e o preparo do público, além de facilitar o rastreamento. A prática também ajuda a registrar o comportamento e o impacto das tempestades e evita confusão entre meteorologistas, mídia, agências de gerenciamento de emergências e o público. Nem sempre um furacão recebe nome de pessoa, pois cada região adota regras próprias. Ainda assim, o uso de nomes curtos e distintos — na escrita e na fala — mostrou-se historicamente mais rápido de lembrar e menos sujeito a erros.
De acordo com a OMM, o uso de nomes femininos para tempestades começou em meados do século XX, quando os meteorologistas buscavam um sistema mais organizado e eficiente. A partir de 1953, cientistas do Atlântico Norte decidiram identificar os furacões em ordem alfabética — como Anne, Betty, Carrie e assim por diante —, com lista elaborada pelo Centro Nacional de Furacões, divisão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA). Os nomes masculinos para tempestades no Atlântico foram introduzidos em 1979 e seguem em uso. Em outras partes do mundo, os nomes seguem a ordem alfabética dos países e não necessariamente são nomes de pessoas.
A seleção considera a familiaridade dos habitantes de cada região com os ciclones, para facilitar a compreensão e a memorização. Há nomes definidos até 2029, com lista de substituição. Entre os fatores analisados estão: caracteres curtos, para facilitar o uso na comunicação; facilidade de pronúncia; significado apropriado em diferentes idiomas; e exclusividade — os mesmos nomes não podem ser usados em outras regiões. Um nome pode ser retirado da lista ativa a pedido de qualquer Estado-Membro da região caso uma tempestade com essa identificação tenha ganhado notoriedade especial devido a vítimas humanas e danos causados.
A lista de nomes para o Mar do Caribe, o Golfo do México e o Atlântico Norte abrange apenas 21 letras do alfabeto, com a exclusão de Q, U, X, Y e Z, que podem confundir a identificação de um ciclone. Os nomes são em inglês, francês e espanhol, usados de forma equilibrada para refletir a abrangência geográfica das tempestades. As listas divulgadas pela OMM cobrem de 2025 a 2029, além de uma lista suplementar.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentarSobre o autor
Por Redação