Por que o TSE mudou 2.000 seções eleitorais agora e quais as regiões mais afetadas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que as alterações de local de votação para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para 25 de outubro, são pontuais e seguem regras de segurança. Segundo o órgão, as mudanças ocorrem em todas as eleições e atendem a necessidades práticas, como reformas de última hora, melhorias de acessibilidade em prédios públicos e o impacto de fortes chuvas, que exigiram a transferência preventiva de locais danificados para instalações vizinhas e mais seguras.
O TSE citou como exemplo o município de Confresa, no interior do Mato Grosso, onde chuvas e ventos registrados em 9 e 10 de outubro danificaram a cobertura de uma escola municipal usada como local de votação. Um laudo de engenharia emitido em 11 de outubro recomendou a interdição preventiva imediata do imóvel, o que forçou a transferência de emergência das seções para um endereço vizinho. Outros motivos incluem manutenções prediais de última hora, reformas não concluídas em escolas públicas e perda de condições mínimas de acessibilidade e fornecimento de energia elétrica. A responsabilidade pelas decisões cabe a cada zona eleitoral, que conhece a realidade do município e avalia a infraestrutura disponível.
Os números divulgados são dinâmicos. Na sexta-feira (16/10), o TSE anunciou a alteração de mais de 4,3 mil seções, o equivalente a 0,87% das mais de 499 mil seções espalhadas pelo Brasil e pelo exterior. Já a consulta ao banco de dados público "Eleitorado da Eleição", feita no domingo (18/10), apontava 2.033 seções alteradas. O tribunal esclareceu que a lista é atualizada quatro vezes ao dia com informações enviadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o que pode fazer uma seção voltar ao local original do primeiro turno em atualizações seguintes.
A análise dos dados disponíveis no domingo aponta o Nordeste como a região com o maior número de seções alteradas no momento, com 43,5% das mudanças e cerca de 250 mil eleitores afetados, seguido do Sudeste (22,3%), do Norte (15,7%), do Sul (14,1%) e do Centro-Oeste (4,3%). Entre os Estados com mais seções modificadas estão Minas Gerais, Paraná, Maranhão, Pernambuco e São Paulo. Ao todo, pouco mais de 580 mil eleitores são afetados em todo o país. Em comparação com eleições anteriores, os números de 2026 parecem menores: em 2018 foram 2.387 seções modificadas e, em 2022, 5.822.
Diante disso, a orientação da Justiça Eleitoral é que os eleitores chequem nos canais oficiais se houve mudança na seção antes de ir ao local de votação, inclusive no sábado (24/10) e no domingo (25/10). A consulta pode ser feita no site do TSE, na seção de Autoatendimento Eleitoral, na opção "Onde votar", mediante número do título, CPF ou nome, data de nascimento e nome da mãe. Também é possível conferir pelo aplicativo e-Título, disponível para Android e iOS, onde a seção aparece na página inicial e o endereço completo no botão "Onde votar".
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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